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MPPR apura denúncia sobre suposto direcionamento de paciente do SUS para cirurgia particular no Oeste do Paraná

Relato anônimo cita médico e enfermeiro e aponta oferta de procedimento por cerca de R$ 9 mil após atendimento pela rede pública; Ministério Público ainda apura as informações

Redação · · 2 min de leitura
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... — Crédito: Guia de Carreira

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No dia 26 de agosto, o Ministério Público do Paraná (MPPR) recebeu uma denúncia anônima envolvendo o médico cirurgião ortopedista Ronaldo Sotine e um enfermeiro identificado como Cleverson. Segundo o relato encaminhado ao órgão, ambos teriam atuado no suposto direcionamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento na rede privada, com possível cobrança indevida.

De acordo com documentos encaminhados ao Ministério Público, o denunciante apresentou áudios de conversas realizadas pelo WhatsApp. O material, conforme o relato, registra o contato do enfermeiro com a filha de uma paciente que havia dado entrada na UBS Ecleia Wolf, em Corbélia, após sofrer uma fratura na mão.

Posteriormente, a paciente teria sido transferida para o Hospital Universitário, em Cascavel, para realização do procedimento cirúrgico. Segundo a denúncia, durante o contato com a família, Cleverson teria oferecido a possibilidade de realização da cirurgia de forma particular, por aproximadamente R$9 mil e em uma data mais próxima. Ainda conforme o relato apresentado ao MPPR, o enfermeiro teria afirmado que, pelo SUS, o procedimento poderia demorar entre 15 e 20 dias.

O prazo para realização de cirurgias ortopédicas pelo SUS, no entanto, depende da gravidade da lesão, da avaliação médica e da classificação de risco do paciente. Situações de urgência ou emergência, como fraturas expostas ou casos que envolvam comprometimento vascular, exigem atendimento prioritário. Já em outros quadros, o prazo pode variar conforme as condições clínicas e a organização da rede de atendimento.

Formado em Medicina desde 2003, Ronaldo Sotine atua na área de ortopedia e cirurgia ortopédica e realiza atendimentos na região Oeste do Paraná.

O Ministério Público do Paraná ainda apura as informações apresentadas na denúncia. Até o momento, o conteúdo relatado ao órgão não representa, por si só, comprovação das irregularidades atribuídas aos envolvidos. A equipe de reportagem entrou em contato com o Hospital Universitário, que relatou não ter sido notificado sobre o ocorrido.

A Gazeta do Paraná segue acompanhando o caso.

 

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