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Presidente do Senado cobra propostas e critica ataques durante campanhas

Davi Alcolumbre criticou campanhas marcadas por ofensas e ameaças e defendeu que políticos apresentem propostas para o país

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Senador Davi Alcolumbre
Senador Davi Alcolumbre — Crédito: Ascom Davi Alcolumbre/Divulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou campanhas eleitorais marcadas por ataques pessoais e afirmou que candidatos conquistaram mandatos sem apresentar propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Em discurso no Plenário nesta quarta-feira (4), o senador defendeu que o Congresso retome o debate sobre temas considerados prioritários para o país.

Alcolumbre afirmou que parte dos políticos eleitos utilizou ofensas, agressões e ameaças como estratégia eleitoral. Na avaliação dele, esse tipo de campanha ocupou o espaço que deveria ser destinado à discussão de projetos para a população.

“Infelizmente, muitos atores políticos do meu país, chamado Brasil, se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, declarou.

O presidente do Senado citou como exemplos a construção de estradas e portos, o licenciamento ambiental, a expansão das universidades e dos institutos federais, além de políticas para a saúde e o desenvolvimento econômico.

“Mas ofensas, agressões e ameaças foram todos os dias. E o pior de tudo isso, infelizmente para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições”, acrescentou.

Críticas ao Judiciário e ao comando do Senado

Alcolumbre também afirmou que algumas campanhas foram construídas com ataques a instituições e autoridades. Entre os alvos, segundo ele, estavam o Judiciário, o Executivo e a própria Presidência do Senado.

O senador relacionou parte das críticas à sua decisão de não dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, adversários transformaram o tema em bandeira eleitoral para conquistar apoio.

Durante o discurso, Alcolumbre questionou ainda a postura de políticos que aceitam os resultados das urnas eletrônicas quando são eleitos, mas passam a contestar o sistema após derrotas eleitorais.

“No primeiro turno, abriu a urna eletrônica e essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, ela serviu”, afirmou.

O senador argumentou que o mesmo sistema utilizado no segundo turno também elegeu deputados e senadores ligados ao grupo político derrotado na disputa presidencial. Para ele, não faz sentido questionar a confiabilidade das urnas apenas diante de um resultado desfavorável.

“Eu queria encontrar um para dizer que estava errado desde o primeiro turno. Eu queria encontrar um para dizer que só deu errado no segundo turno”, declarou.

Alcolumbre cita manifestação de Nikolas Ferreira

O presidente do Senado também criticou a realização de atos políticos com ataques direcionados a autoridades. Sem citar diretamente o nome do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Alcolumbre fez referência à manifestação organizada pelo parlamentar em Macapá, no Amapá, estado do senador.

“Estão impossíveis porque a todo instante eu estou falando das ofensas, das agressões e das ameaças, ao ponto de lideranças políticas saírem do estado do Brasil para irem no estado do presidente do Senado ofender ele”, afirmou.

A manifestação de Nikolas ocorreu em meio a cobranças para que Alcolumbre desse andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) foi mencionado durante o pronunciamento. Alcolumbre disse que já havia abordado repetidas vezes o problema dos ataques pessoais e afirmou que a situação se tornou insustentável.

Ao encerrar a manifestação, defendeu o respeito às divergências e ao direito de crítica, mas afirmou que o debate político precisa evitar agressões.

“A gente precisa respeitar todas as opiniões. A gente precisa respeitar a divergência. A gente precisa respeitar o contraditório”, concluiu.

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