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Dança, inclusão e saúde: Gazeta Saúde reúne especialistas para falar sobre os impactos da dança

Novo episódio do podcast aborda os benefícios da dança para a saúde mental, a inclusão de pessoas com deficiência e a importância da alimentação para atletas

Julia Maraschi · · 4 min de leitura
Gazeta Saúde
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A dança pode ser muito mais do que uma atividade artística ou esportiva. Ela também pode ajudar na socialização, na autoestima, na saúde mental e até no desenvolvimento da autonomia. Esses foram alguns dos assuntos discutidos no novo episódio dessa terça-feira (8) do Gazeta Saúde, que reuniu convidados para falar sobre dança inclusiva, saúde e alimentação.

O programa contou com a participação de Beth Leal, secretária Municipal da Cultura, da Mulher e da Cidadania de Cascavel; da nutricionista Cleide Kerber; e do professor russo de dança Leonid Tarasov, presidente da World Inclusive Dance Association (WIDA), ligado à dança inclusiva e responsável por apresentar uma perspectiva internacional sobre a modalidade.

Dançar para cuidar 

Durante a conversa, os participantes discutiram como a dança pode contribuir para a saúde mental. A atividade exige atenção aos movimentos, ao ritmo e à sequência de passos, fazendo com que a pessoa esteja concentrada no momento presente.

Além disso, foram destacados possíveis efeitos relacionados à socialização, à autoestima e à redução da sensação de solidão. Para Leonid, a dança também pode ajudar no enfrentamento do estresse, do desânimo e da depressão, especialmente quando existe interação entre os participantes.

A dança inclusiva ganha ainda outra dimensão: pessoas com e sem deficiência podem compartilhar uma mesma atividade, criando objetivos em comum e fortalecendo vínculos. Para o professor, não se trata apenas de executar uma coreografia, mas de criar, experimentar e descobrir novas possibilidades por meio da interação.

Muito além da cadeira 

Mas afinal, o que é dança inclusiva?

O episódio também explica que a modalidade não está limitada a um único estilo. Balé, folclore, dança pop, contemporânea e dança de rua são alguns dos formatos que podem ser utilizados. O ponto central está na participação conjunta entre pessoas com e sem deficiência.

Segundo Leonid, a proposta valoriza justamente a convivência e a participação. A prática pode envolver desde improvisação e treinamento até apresentações em grandes palcos e competições esportivas.

O corpo também fala 

Outro ponto levantado durante o podcast foi a capacidade da dança de funcionar como uma forma de expressão. Quando palavras são difíceis, o corpo pode assumir esse papel.

A atividade envolve cérebro, corpo e emoções e pode estimular a coordenação, a memorização e a disciplina. Para os participantes, esses estímulos não ficam restritos ao palco: podem contribuir para habilidades utilizadas no cotidiano.

Alimentação também entra em cena 

Se a dança movimenta o corpo, a alimentação precisa acompanhar esse esforço.

A nutricionista Cleid Kerber participou do programa para explicar os cuidados necessários antes, durante e depois dos treinos e competições. Entre os pontos abordados estão hidratação, escolha dos alimentos e recuperação muscular. A especialista também falou sobre a importância de adaptar a alimentação ao momento da atividade física.

A conversa mostra que, para quem dança profissionalmente, desempenho não depende apenas de técnica e treinamento. Preparação, energia e recuperação também fazem parte da rotina.

Cascavel no ritmo 

O episódio também apresentou a programação de dança que movimenta Cascavel, com atividades voltadas à dança inclusiva e à dança em cadeira de rodas, além de um simpósio internacional e do Festival de Dança de Cascavel.

A programação reúne profissionais de diferentes áreas e convidados internacionais. O simpósio, realizado na UNIVEL, conta com palestras relacionadas à dança inclusiva e participação de profissionais e professores de diferentes países.

Mais do que apresentar uma agenda de eventos, o podcast aproveita o momento para discutir por que a dança pode ocupar um espaço importante quando o assunto é saúde, inclusão e qualidade de vida.

Quer entender como a dança pode influenciar a saúde mental, promover inclusão e até contribuir para a autonomia de pessoas com deficiência? O novo episódio do Gazeta Saúde aprofunda esses assuntos e ainda traz orientações sobre alimentação para quem dança.

Acesse a íntegra no Youtube

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