Anvisa proíbe cinco lotes falsificados de Mounjaro no Brasil
Agência determinou apreensão dos produtos e proibiu venda e uso; resolução também atinge suplementos à base de Pygeum e soluções bacteriostáticas sem registro
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição e utilização de cinco lotes falsificados do medicamento Mounjaro no Brasil. A determinação também prevê a apreensão dos produtos identificados com irregularidades e já está em vigor.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Resolução-RE nº 4.329/2026, assinada em 4 de novembro.
A medida foi tomada depois que a farmacêutica Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento, comunicou à agência a identificação de unidades com características diferentes das originais. Entre os problemas encontrados estão números de lotes não reconhecidos pelo fabricante e rótulos fora dos padrões utilizados pela empresa.
O Mounjaro é um medicamento indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. A falsificação representa um risco para os consumidores, que podem adquirir produtos sem garantia de procedência e qualidade.
Quais lotes de Mounjaro foram proibidos?
A resolução da Anvisa identifica cinco lotes falsificados, distribuídos em diferentes apresentações do medicamento.
As numerações de lotes que não são reconhecidas pela Eli Lilly são:
-
KUSTR43969410;
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B55010;
-
2138737;
-
D838889.
A farmacêutica também identificou problemas na rotulagem dos lotes D810042, 2138737, B55010 e D838889.
No caso do lote D810042, a Anvisa esclareceu que a proibição vale exclusivamente para as unidades falsificadas. Os medicamentos originais, fabricados regularmente pela Eli Lilly e identificados com a mesma numeração, não estão incluídos na restrição.
Anvisa também proíbe produtos à base de Pygeum
A mesma resolução determinou a apreensão de todos os lotes de produtos à base de Pygeum comercializados pelas marcas Oficialfarma, Unicpharma, Bioformulas, Swanson, Recover Farma e Nutricost, além de versões sem identificação de marca.
O Pygeum é um extrato vegetal utilizado em produtos destinados a aliviar sintomas urinários associados ao aumento benigno da próstata.
Segundo a Anvisa, os produtos foram anunciados e comercializados sem registro, notificação ou cadastro sanitário. A agência também informou que não foi possível identificar a empresa responsável pela fabricação.
A proibição abrange todas as etapas da cadeia, incluindo fabricação, armazenamento, transporte, distribuição, propaganda, venda e uso. A determinação vale para pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas atividades.
Soluções bacteriostáticas também entram na lista
A Anvisa ainda determinou a apreensão de todos os lotes de Água Bacteriostática e Diluente Bacteriostático comercializados sem registro na categoria de medicamentos específicos.
De acordo com a agência, os produtos foram anunciados por fabricantes não identificados e não possuem a regularização sanitária exigida.
Assim como nos demais casos, estão proibidos em todo o território nacional a fabricação, o armazenamento, o transporte, a distribuição, a divulgação, a comercialização e o uso desses itens.
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