Senado do Paraguai destitui Peña, que vai para prisão domiciliar; Alliana assume
Impeachment foi votado um dia após a renúncia; Peña ficará em casa até o MP definir as acusações, e manifestantes cobram respostas sobre o Ueno
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O Senado do Paraguai destituiu o presidente Santiago Peña na sexta-feira (06), um dia depois de ele ter renunciado, e as autoridades o colocaram em prisão domiciliar logo em seguida. Ele ficará nessa condição enquanto o Ministério Público define as acusações finais contra ele. O vice-presidente Pedro Alliana foi empossado pelo Congresso no mesmo dia para comandar o país.
A queda de Peña está ligada à falência do banco digital Ueno, que provocou uma crise política e financeira e congelou o acesso a milhões de contas. Ele havia apresentado a renúncia na quinta-feira (05), depois da quebra da instituição, com a qual mantinha laços comerciais no passado. Mesmo assim, os parlamentares seguiram com o processo, que foi rápido, e aprovaram a destituição.
As acusações
Segundo as acusações do impeachment, Peña cometeu conflitos de interesse, manipulou a supervisão regulatória, desviou fundos de previdência e participou de um encobrimento institucional envolvendo o banco central.
Protestos nas ruas
A crise chegou às ruas. Na noite de quinta-feira (05), manifestantes voltaram ao centro de Assunção para exigir responsabilização pelo colapso do Ueno e uma indenização mais rápida aos depositantes, cujas economias seguem congeladas. Alguns correntistas começaram a recuperar o dinheiro naquela noite.
Nesta sexta-feira (06), dezenas de pessoas se reuniram em frente à residência de Peña, na capital, onde a polícia mantinha um cordão de segurança ao redor da propriedade.
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