Vasseur admite que Ferrari subestimou dificuldades de Hamilton na equipe
Chefe da Ferrari reconheceu que a equipe subestimou os desafios enfrentados por Hamilton após dez anos na Mercedes
A Ferrari subestimou as dificuldades enfrentadas por Lewis Hamilton na chegada à equipe italiana. A avaliação foi feita pelo chefe da escuderia, Frédéric Vasseur, que reconheceu que o processo de adaptação do heptacampeão mundial foi mais complexo do que o previsto inicialmente.
Segundo o dirigente, a mudança não envolveu apenas o comportamento de um novo carro. Hamilton também precisou se acostumar a diferentes procedimentos de trabalho, nomenclaturas, comandos do volante e até à linguagem dos softwares utilizados pela equipe.
Vasseur explicou que a quantidade de informações que um piloto precisa assimilar pode interferir diretamente no desempenho dentro da pista. Em uma categoria marcada por diferenças pequenas entre os competidores, qualquer dificuldade de adaptação pode representar perda de rendimento.
As declarações foram reportadas pelo F1Mania. Para o dirigente, a Ferrari não calculou corretamente o tamanho do desafio ao receber um piloto que passou uma década trabalhando na mesma equipe.
Primeira temporada ficou abaixo das expectativas
Hamilton chegou à Ferrari em 2025, depois de uma longa trajetória na Mercedes. A primeira temporada pela escuderia italiana ficou abaixo das expectativas, sem vitórias e com dificuldades para encontrar regularidade.
Em 2026, porém, o cenário mudou. O britânico conseguiu conquistar vitórias e aparece na terceira colocação do Mundial de Pilotos.
A avaliação de Vasseur ajuda a explicar parte das dificuldades enfrentadas pelo piloto no início do projeto. O dirigente destacou que a adaptação exige tempo e envolve detalhes que vão além da velocidade ou da capacidade técnica do competidor.
Vasseur compara trajetória de Hamilton à de Sainz
Para explicar a complexidade da mudança, Vasseur também comparou o histórico de Hamilton com o de Carlos Sainz, que deixou a Ferrari para dar lugar ao britânico.
O chefe da equipe destacou que Hamilton passou dez anos na mesma escuderia, enquanto Sainz acumulou experiência em diferentes equipes durante sua trajetória na Fórmula 1. Segundo a avaliação do dirigente, o espanhol passou por cinco times em um período de dez anos na categoria.
A diferença de experiência em mudanças de equipe ajuda a entender o processo enfrentado por Hamilton. Acostumado a uma estrutura de trabalho consolidada na Mercedes, o britânico precisou assimilar novos comandos, referências técnicas e métodos de comunicação.
Para Vasseur, a Ferrari não considerou adequadamente o impacto desse conjunto de mudanças. Em uma categoria de alto nível de competitividade, o tempo necessário para dominar esses detalhes pode fazer diferença no resultado final.
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