Vigilantes protestam na Ponte da Amizade por salários atrasados e ampliam pressão contra empresa de segurança
Mobilização em Foz do Iguaçu integra greve estadual contra atrasos salariais e de benefícios
Por Gazeta do Paraná
Créditos: Divulgação/SindsFoz
A crise envolvendo os vigilantes terceirizados da empresa Essencial Sistema de Segurança voltou a ganhar força no Paraná nesta quarta-feira (8). Em Foz do Iguaçu, trabalhadores realizaram um protesto na Aduana da Ponte Internacional da Amizade como parte da greve estadual da categoria, denunciando atrasos no pagamento de salários, benefícios e outros direitos trabalhistas. A mobilização ocorreu no início da manhã e reuniu profissionais que atuam na segurança de órgãos públicos federais e estaduais.
O ato foi organizado pelo Sindicato dos Vigilantes de Foz do Iguaçu (Sindsfoz), que afirma que aproximadamente 200 trabalhadores da região enfrentam dificuldades devido aos constantes atrasos nos pagamentos. Segundo a entidade, os vigilantes prestam serviço em locais estratégicos, como Receita Federal, Banco do Brasil, Justiça Federal, Polícia Científica e outras instituições públicas.
De acordo com o presidente do Sindsfoz, Carlos Alberto Martin da Silva, o problema não é recente. Ele afirma que a categoria convive há quase dois anos com atrasos recorrentes, envolvendo salários, vale-alimentação, férias, horas extras e outras verbas trabalhistas. Diante da falta de uma solução definitiva, cerca de 70% dos vigilantes aderiram à paralisação nesta quarta-feira.
A greve faz parte de um movimento estadual que vem crescendo desde junho. Em diferentes regiões do Paraná, sindicatos aprovaram paralisações ou estabeleceram prazos para que a empresa regularizasse os pagamentos antes da suspensão das atividades. A principal reclamação dos trabalhadores é que os atrasos passaram a ser frequentes, comprometendo a renda de centenas de famílias.
Na Região Metropolitana de Curitiba, a paralisação atingiu vigilantes que atuam em unidades da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), Polícia Penal, Polícia Científica, Instituto Médico-Legal (IML), Secretaria do Emprego e agências do Banco do Brasil. Em Maringá, trabalhadores também cruzaram os braços em postos ligados ao Instituto de Criminalística, IML e repartições estaduais.
Em Londrina, os vigilantes aprovaram greve em unidades da Polícia Científica e Regionais de Saúde, além de condicionarem novas paralisações ao pagamento dos salários atrasados. Já em Cascavel, a categoria decidiu conceder um último prazo para a empresa regularizar as pendências. Caso os pagamentos não sejam efetuados, a greve deverá ser iniciada automaticamente.
Os sindicatos afirmam que, além dos salários, há denúncias de atrasos no pagamento do vale-alimentação, férias, horas extras e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo as entidades, a situação afeta trabalhadores responsáveis pela segurança de órgãos considerados essenciais para o funcionamento da administração pública.
Enquanto a paralisação segue em diversas regiões do Estado, uma audiência entre representantes dos vigilantes e da Essencial Sistema de Segurança foi marcada para o dia 23 de julho no Ministério Público do Trabalho. A expectativa da categoria é que o encontro resulte em um acordo para regularizar os pagamentos e encerrar a greve.
