Vereadora denuncia casos de bullying em Maringá
Gisele Bianchini trouxe relatos de pais que estão evitando levar os filhos à escola por conta do alto índice de violência. Vítimas estão apresentando problemas psicológicos, como automutilação
Por Valéria Mendes
Créditos: Divulgaçaõ
Na sessão desta terça-feira (04), a vereadora Gisele Bianchini levou à tribuna denúncias de pais sobre casos de bullying em escolas de Maringá. Segundo a parlamentar, a violência tem provocado graves impactos psicológicos em crianças e adolescentes, incluindo casos de automutilação e suicídio.
De acordo com a vereadora, os pais criaram um grupo no WhatsApp para oferecer apoio às famílias afetadas. Ela afirmou que, diante dos danos emocionais sofridos pelas crianças, muitos responsáveis estão evitando levar os filhos à escola. Gisele também relatou que as direções das instituições de ensino e o Conselho Tutelar foram informados sobre os casos, mas, segundo ela, nenhuma providência efetiva foi adotada.
Durante o pronunciamento, a parlamentar citou casos de estudantes que sofreram agressões físicas e psicológicas dentro do ambiente escolar. “Tem uma menina de 13 anos que está com sintomas de traumatismo craniano. Isso é um absurdo, gente. Em pleno século 21, vemos crianças se agredindo dentro de uma escola e ninguém faz nada. Cadê o coordenador? Cadê a diretora? Cadê as pedagogas?”, questionou.
A vereadora também mencionou o caso de uma menina de 11 anos que morreu após sofrer bullying em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. O caso é investigado pela Polícia Civil, após familiares relatarem que a criança sofria agressões e se recusava a frequentar a escola. O episódio ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a violência no ambiente escolar e suas consequências.
A expectativa é de que os órgãos públicos reforcem as ações de prevenção, ampliem a segurança nas escolas e promovam campanhas de conscientização para combater o bullying e proteger os estudantes.
Créditos: Redação
