Créditos: Tania Rego/Agência Brasil
Partidos devem direcionar R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para publicidade, redes sociais e campanhas em 2026
Com orçamento bilionário liberado pelo TSE, siglas definem estratégias de campanha; PL terá R$ 881 milhões e PT receberá R$ 615 milhões. Foco será produção de vídeos, internet e uso de IA
Com a distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos políticos já começaram a definir como utilizarão os recursos nas campanhas das eleições de 2026. A maior parte do dinheiro deve ser destinada à produção de conteúdo para rádio, televisão e internet, impulsionamento de publicações nas redes sociais, contratação de serviços especializados e financiamento de candidaturas consideradas prioritárias pelas legendas.
Os valores serão repartidos entre 30 partidos. O PL receberá a maior fatia, com cerca de R$ 881 milhões, seguido pelo PT, com R$ 615 milhões. Na sequência aparecem União Brasil (R$ 526 milhões), PSD (R$ 421 milhões) e PP (R$ 417 milhões).
A definição dos critérios de distribuição dos recursos se tornou uma das principais pautas internas das siglas. Os partidos precisam decidir quanto será destinado às campanhas para a Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.
Nas eleições de 2022, os gastos dos candidatos à Presidência ajudam a indicar quais áreas devem concentrar os maiores investimentos neste ano. Dados do TSE mostram que a produção de programas para rádio, televisão e vídeos liderou as despesas, somando R$ 81,3 milhões. O impulsionamento de conteúdo na internet apareceu em seguida, com R$ 67,3 milhões.
Também figuraram entre os principais gastos a contratação de serviços especializados, que consumiu R$ 52,9 milhões, além de publicidade impressa, com R$ 41,9 milhões, e produção de adesivos de campanha, que somou R$ 19,5 milhões.
O avanço das plataformas digitais vem mudando o perfil dos investimentos eleitorais. Empresas como Google e Facebook estiveram entre os principais fornecedores das campanhas presidenciais de 2022, refletindo a crescente importância das redes sociais na disputa por votos.
Outro segmento que deve ganhar espaço em 2026 é o uso de inteligência artificial. Especialistas avaliam que os recursos serão empregados principalmente na contratação de profissionais especializados em análise de dados, segmentação de público e produção de conteúdo direcionado para grupos específicos de eleitores.
Apesar dos valores já definidos pelo TSE, muitas legendas ainda discutem internamente como dividir os recursos. No PT, por exemplo, a prioridade declarada é a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outras siglas também devem concentrar parte significativa do orçamento em candidaturas consideradas estratégicas para ampliar suas bancadas no Congresso Nacional.
Criado após a proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Fundo Eleitoral se consolidou como a principal fonte de financiamento das campanhas no país. Além dele, os partidos também contam com recursos do Fundo Partidário para custear despesas administrativas e manter suas estruturas de funcionamento
