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Seis são presos por morte em rope jump; empresas são identificadas em SP
Seis pessoas ligadas às operadoras Entre Cordas e Ih Voei foram presas; imagens mostram que vítima caiu de 40 metros. Prefeitura de Limeira culpa o governo federal pelo local desativado
A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, segue sendo investigada pelas autoridades. Horas antes do acidente, a vítima compartilhou imagens nas redes sociais mostrando que já estava na Ponte do Esqueleto se preparando para o salto.
Em uma das publicações, Maria Eduarda escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
Segundo as investigações, a jovem foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse devidamente presa ao corpo. O momento do salto foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais após a tragédia.
Pessoas que estavam no local realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a morte foi constatada ainda no local devido aos graves ferimentos provocados pela queda.
A Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas por envolvimento no caso. Os investigados seriam ligados à operação da atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, os instrutores aparecem utilizando camisetas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a publicação das informações, as empresas não haviam se manifestado sobre o caso.
Perfis dos organizadores nas redes sociais mostram que o grupo promovia regularmente saltos de rope jump no local, inclusive com a participação de crianças. Registros publicados anteriormente indicavam que, em dezembro de 2025, a atividade era comercializada por R$ 130 por participante.
Prefeitura anuncia ação contra a União
Em nota oficial, a Prefeitura de Limeira afirmou que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é do governo federal e anunciou que pretende ingressar com ação judicial contra a União por suposta omissão.
Segundo a administração municipal, desde o início de 2025 foram encaminhados ofícios solicitando providências para reforçar a segurança no local.
O prefeito Murilo Félix afirmou que a estrutura apresenta riscos conhecidos há vários anos. A preocupação é reforçada pelo histórico de acidentes registrados na ponte. Em abril de 2024, uma ciclista morreu após cair da estrutura. Já em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente no mesmo local.
De acordo com informações divulgadas anteriormente, a Ponte do Esqueleto está desativada há mais de três décadas.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da tragédia para apurar responsabilidades criminais e eventuais falhas nos procedimentos de segurança adotados durante a atividade.
