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Caso Daniel: Justiça do PR mantém pena de Edison e extingue processo de Allana Créditos: Reprodução Redes Sociais

Caso Daniel: Justiça do PR mantém pena de Edison e extingue processo de Allana

Desembargadores analisaram os recursos da defesa nesta quinta-feira (11); tribunal também confirmou a extinção da punibilidade de Allana Brittes e a absolvição de outros dois réus

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) manteve a condenação de Edison Brittes pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas, após analisar recursos apresentados pela defesa. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11).

No mesmo julgamento, os desembargadores reconheceram a extinção da punibilidade de Allana Brittes, filha de Edison, encerrando o processo criminal contra ela e determinando a exclusão dos registros de antecedentes relacionados ao caso.

Em nota, a advogada da família Brittes, Caroline Mattar Assad, informou que a defesa de Edison pretende recorrer às instâncias superiores para buscar a redução da pena e discutir a aplicação das normas penais no processo.

O TJPR também manteve a absolvição de David Willian Vollero da Silva e Ygor King, que haviam sido inocentados pelo Tribunal do Júri. Segundo o advogado dos dois, Rodrigo Faucz, a decisão dos desembargadores confirmou o entendimento dos jurados, baseado nas provas produzidas durante a instrução processual.

O caso ganhou repercussão nacional após a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, então com 24 anos. O corpo do atleta foi encontrado em 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

As investigações apontaram que o crime ocorreu após a festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, realizada na noite anterior em uma casa noturna de Curitiba. Daniel participou da comemoração antes de ser morto.

O julgamento foi concluído em março de 2024. Na ocasião, Edison Brittes foi condenado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo. A pena fixada foi de 42 anos, cinco meses e 24 dias de reclusão, além de dois anos, um mês e oito dias de detenção.

Allana Brittes havia sido condenada por fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo. Já David Willian Vollero da Silva e Ygor King foram absolvidos de todas as acusações pelo Tribunal do Júri.

Com a decisão desta quinta-feira, a condenação de Edison Brittes permanece válida, enquanto a absolvição dos demais envolvidos segue mantida.

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