Copel Horta
Setor de serviços salva geração de empregos no Paraná após queda de 67% nas contratações Créditos: Assessoria

Setor de serviços salva geração de empregos no Paraná após queda de 67% nas contratações

Dados do Novo Caged mostram que o Paraná criou 2.210 vagas com carteira assinada em maio. Serviços responderam pela maior parte dos empregos, enquanto comércio e construção perderam força

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais no Paraná em maio, em um cenário de desaceleração do mercado de trabalho. Dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o estado registrou saldo de 2.210 vagas com carteira assinada, resultado de 165.500 admissões e 163.290 desligamentos.

Na comparação com maio de 2025, quando foram criados 6.756 empregos, a geração de vagas caiu 67,3% no Paraná. Apesar da retração, o setor de serviços manteve desempenho estável e respondeu pela maior parte dos novos postos de trabalho, com saldo positivo de 2.616 vagas. O resultado é praticamente o mesmo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o segmento abriu 2.598 empregos.

O desempenho dos serviços contrasta com o dos demais setores da economia paranaense. O comércio encerrou maio com saldo negativo de 674 vagas, revertendo o resultado positivo de 2.049 empregos registrado em maio de 2025. Já a construção civil criou 296 postos de trabalho, uma queda de 77,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Segundo o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o destaque dentro do setor de serviços ficou por conta das atividades administrativas e dos serviços complementares.

“No setor de serviços, as atividades administrativas e serviços complementares registraram um saldo positivo expressivo de 1.457 novos empregos gerados no mês de maio”, afirmou.

No cenário nacional, o mercado de trabalho também apresentou desaceleração. O Brasil criou 72.960 vagas formais em maio de 2026, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O saldo representa queda de 52,3% em comparação com maio do ano passado, quando foram abertas 153.108 vagas.

Assim como no Paraná, o setor de serviços liderou a geração de empregos no país, com saldo de 45.655 vagas, embora também tenha registrado retração de 36,8% frente ao mesmo período de 2025. Já o comércio e o segmento de reparação de veículos automotores e motocicletas praticamente ficaram estáveis, com apenas 40 novos empregos, bem abaixo das 24.829 vagas criadas em maio do ano passado.

Entre os municípios paranaenses, Londrina liderou a geração de empregos em maio, com saldo de 409 vagas. Na sequência aparecem São José dos Pinhais, com 301 empregos, Cascavel, com 266, Colombo, com 259, e Toledo, com 217 postos de trabalho.

Na comparação percentual com maio de 2025, os maiores avanços na geração líquida de empregos ocorreram em Balsa Nova e Porto Vitória, ambas com crescimento de 3.075%, seguidas por Carambeí, com alta de 1.457,1%, e Matelândia, com 430%.

De acordo com Lucas Dezordi, Curitiba não apareceu entre os municípios que mais criaram vagas em maio devido à retração registrada em setores importantes da economia local.

“O município de Curitiba não figurou entre os maiores geradores de empregos, em razão da retração observada em setores importantes, como o de serviços. A maior expansão, tanto em termos percentuais quanto absolutos, foi registrada nos municípios do interior, refletindo o desenvolvimento regional do Estado”, destacou o economista.

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