Copel Horta

Esquema de fraudes no INSS: PF e CGU fazem nova operação e prejuízo pode passar de R$ 100 milhões

Investigação da PF e da CGU apura uso de documentos falsos para obtenção irregular de aposentadorias, salários-maternidade e empréstimos consignados; prejuízo ao INSS pode superar R$ 100 milhões

Esquema de fraudes no INSS: PF e CGU fazem nova operação e prejuízo pode passar de R$ 100 milhões Créditos: Natinho Rodrigues/SVM

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Monã para investigar um esquema de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A suspeita é de que o grupo utilizava declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obter benefícios previdenciários de forma irregular.

Segundo as investigações, os envolvidos apresentavam documentos falsificados para solicitar aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros benefícios pagos pelo INSS. O prejuízo estimado aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 100 milhões.

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia. Além disso, a Justiça Federal determinou o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas fraudes.

As investigações apontam ainda que o grupo também atuava na contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios obtidos de forma irregular, ampliando os ganhos do esquema.

Por determinação judicial, cerca de R$ 1,5 milhão em valores relacionados aos investigados foram bloqueados como parte das medidas cautelares adotadas durante a operação.

A PF e a CGU seguem apurando a atuação da organização criminosa para identificar todos os envolvidos, esclarecer o funcionamento do esquema e calcular o prejuízo total causado ao INSS e aos cofres públicos.

 
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