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Safra brasileira deve atingir 347,4 milhões de toneladas em 2026, projeta IBGE

Produção agrícola deve crescer 0,4% em relação a 2025, mesmo após revisão para baixo nas estimativas de milho e trigo; soja terá safra recorde

Safra brasileira deve atingir 347,4 milhões de toneladas em 2026, projeta IBGE Créditos: Wenderson Araujo/CNA

A produção agrícola brasileira deve alcançar 347,4 milhões de toneladas em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da revisão para baixo em relação ao mês anterior, a safra ainda deve superar a de 2025 em 1,3 milhão de toneladas, o equivalente a um crescimento de 0,4%.

Na comparação com a estimativa divulgada em maio, o volume previsto caiu 3 milhões de toneladas, redução de 0,8%. Segundo o IBGE, o ajuste foi provocado principalmente pelas revisões negativas nas projeções para o milho de segunda safra e para o trigo.

A área destinada à colheita foi estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,9% em relação ao ano passado, o que representa mais 1,6 milhão de hectares. Em comparação com o levantamento de maio, houve uma pequena redução de 60.985 hectares, equivalente a 0,1%.

Mesmo com a revisão geral da safra, a soja segue como destaque da produção nacional. O IBGE projeta uma colheita recorde de 174,8 milhões de toneladas em 2026, alta de 5,3% em relação às 166,1 milhões de toneladas registradas no ano passado.

Na comparação com maio, a previsão para a soja teve um leve aumento de 0,1%. A área cultivada deve chegar a 48,4 milhões de hectares, crescimento de 1,2% sobre 2025, enquanto a produtividade média foi estimada em 3.618 quilos por hectare, avanço de 4%.

Juntos, arroz, milho e soja representam 92,8% de toda a produção estimada de grãos no país e ocupam 87,4% da área prevista para colheita.

No caso do milho de primeira safra, a produção foi estimada em 29,7 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao levantamento anterior, com leve queda de 0,2%. Em comparação com 2025, no entanto, a expectativa é de crescimento de 15,6%, impulsionado pelo aumento de 9,1% da área colhida e pelo ganho de 5,9% na produtividade.

Já a estimativa para o milho de segunda safra foi revisada para 106,8 milhões de toneladas, queda de 2,6% em relação à projeção divulgada em maio. Essa redução foi um dos principais fatores que contribuíram para o recuo da estimativa total da safra brasileira em junho.

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