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Exportações do Paraná garantem superávit de US$ 1,1 bilhão no 1º semestre de 2026; soja lidera vendas

Estado exportou US$ 11,8 bilhões entre janeiro e junho, impulsionado pela soja, carne de frango e carne suína; China segue como principal destino dos produtos paranaenses

Exportações do Paraná garantem superávit de US$ 1,1 bilhão no 1º semestre de 2026; soja lidera vendas Créditos: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

O comércio exterior do Paraná encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de US$ 1,1 bilhão na balança comercial. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações de soja, derivados e proteínas animais. Somente em junho, o superávit alcançou US$ 242,5 milhões. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base nas estatísticas do Comex Stat.

Entre janeiro e junho, o estado exportou US$ 11,8 bilhões e importou US$ 10,7 bilhões. A corrente de comércio, que reúne a soma das exportações e importações, movimentou US$ 4,1 bilhões apenas no mês de junho.

A soja e seus derivados seguiram como os principais produtos exportados pelo Paraná, somando US$ 3,6 bilhões no semestre. Na sequência aparecem a carne de frango e outras aves, com US$ 2,14 bilhões, a carne suína, com US$ 264 milhões, e o milho em grão, que totalizou US$ 202 milhões em vendas ao exterior.

Nas importações, os fertilizantes e adubos lideraram a pauta, movimentando US$ 1,5 bilhão. Também tiveram destaque as compras de óleo diesel (US$ 1,1 bilhão), automóveis com motores a combustão (US$ 365 milhões) e medicamentos (US$ 245 milhões).

Exportações de automóveis disparam

Na comparação com junho de 2025, alguns produtos registraram crescimento expressivo nas exportações paranaenses. O maior avanço foi observado nos automóveis com motor a combustão, que tiveram alta de 5.326,7%.

Também cresceram as vendas de pés e patas de galinha (+598,7%), asas de frango não desossadas (+484,2%), coxas e sobrecoxas desossadas (+109,2%) e coque de petróleo (+104%).

Do lado das importações, os maiores aumentos ocorreram nas compras de automóveis para até seis passageiros, com crescimento de 1.105,1%, além de outras gasolinas, exceto para aviação, que avançaram 1.250,5%. Também aumentaram as importações de ácido metiltio (+545,7%) e óleo de dendê (+118%).

China segue como principal destino

A China manteve a liderança entre os principais compradores dos produtos paranaenses. Em seguida aparecem Argentina, Estados Unidos e México.

Para esses mercados, o Paraná exportou principalmente soja, carne de frango, carne bovina, automóveis, tratores, papel, madeira, café solúvel e carne suína.

Entre os países que mais ampliaram as compras de produtos do estado em relação a junho do ano passado, Bangladesh liderou com crescimento de 166,7%. Na sequência aparecem México (+108,9%), França (+77,4%), Vietnã (+59,4%) e Japão (+56,2%).

Segundo a Fecomércio PR, o desempenho foi impulsionado pelas exportações de soja e derivados, madeira compensada, papel, automóveis, pás carregadoras e carne de frango.

Importações crescem de México e Europa

Nas compras realizadas pelo Paraná, China, Estados Unidos, Rússia e Alemanha permaneceram como os principais fornecedores. Desses países vieram fertilizantes, veículos elétricos, óleo diesel, medicamentos, metanol e máquinas.

Na comparação anual, o maior crescimento das importações ocorreu em produtos vindos do México, com alta de 254,2%. Também avançaram as compras dos Países Baixos (+236,3%), Espanha (+81,5%) e Canadá (+38,8%).

Entre os produtos que impulsionaram esse aumento estão veículos, tratores, fertilizantes, gasolina, motores, blocos de cilindro, máquinas e equipamentos industriais.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho confirma a força do agronegócio paranaense, mas também mostra uma diversificação gradual da pauta exportadora.

Segundo ele, além das commodities agrícolas e das proteínas animais, o crescimento das exportações de automóveis e a ampliação das vendas para mercados da Ásia e da Europa ajudam a reduzir a dependência de poucos produtos e fortalecem o comércio exterior do estado.

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