Paraná realiza primeiro embarque de caqui para a Costa Rica e amplia mercado internacional
Carga de uma tonelada da fruta produzida em Porto Amazonas marca a entrada oficial do Brasil no mercado costarriquenho e fortalece a fruticultura paranaense
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O Paraná alcançou um marco inédito para a fruticultura brasileira ao realizar o primeiro embarque comercial de caqui para a Costa Rica. A carga de uma tonelada da variedade Fuyu saiu de uma propriedade localizada em Porto Amazonas, nos Campos Gerais, abrindo oficialmente o mercado costarriquenho para a fruta produzida no Brasil.
A operação foi realizada pela Agropecuária Boutin, empresa fundada em 1976 e especializada na produção de frutas, com coordenação da exportadora MBR Company, referência na comercialização internacional de frutas frescas.
Para o presidente do Sistema Federação da Agricultura do Paraná (Sistema FAEP), Ágide Meneguette, a conquista reforça a qualidade da produção paranaense e amplia as oportunidades para os fruticultores do Estado.
"O caqui é uma cultura muito presente entre os produtores do Paraná. A abertura de mais um mercado comprova a qualidade da fruta produzida no Estado e demonstra a importância das ações de defesa sanitária e da promoção comercial para ampliar a presença do agro paranaense no exterior", afirmou.
Segundo Meneguette, o fato de o primeiro embarque brasileiro para a Costa Rica ter partido do Paraná evidencia o elevado padrão tecnológico, sanitário e logístico da cadeia produtiva estadual.
O Paraná ocupa atualmente a quinta posição entre os maiores produtores de caqui do país. Em 2024, foram cultivados 477 hectares da fruta, com produção de aproximadamente 6,5 mil toneladas e Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 25,6 milhões.
As exportações também vêm apresentando crescimento. Em 2025, o Estado exportou US$ 369 mil em caqui, alta de 248% em relação aos US$ 106 mil registrados no ano anterior.
De acordo com o técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, Anderson Sartorelli, o acesso ao mercado externo reduz a dependência dos produtores em relação ao mercado interno, principalmente durante o período de maior oferta da fruta.
"A exportação agrega valor à produção, amplia a competitividade dos produtores e reduz os impactos provocados pela concentração da oferta durante a safra", explicou.
A primeira venda para a Costa Rica foi realizada em caráter experimental. Conforme o diretor comercial da MBR Company, Renato Giosa Miralla, o retorno do comprador foi positivo e há expectativa de ampliação dos negócios a partir de 2027.
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios para ampliar as exportações, como o cumprimento de exigências fitossanitárias, rastreabilidade da produção, manutenção da cadeia de refrigeração e adequação às normas do comércio internacional.
Para fortalecer a competitividade da fruticultura, o Sistema FAEP mantém programas de capacitação voltados às boas práticas agrícolas, gestão da propriedade, qualidade dos alimentos e rastreabilidade. Atualmente, a entidade acompanha 13 turmas de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) dedicadas à fruticultura em diferentes regiões do Paraná.
Segundo a entidade, esses investimentos em qualificação têm contribuído para que os produtores atendam às exigências dos mercados internacionais e ampliem a presença das frutas paranaenses no exterior.
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