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União diz que empresa de rope jump não tinha aval para atuar em ponte Créditos: Reprodução Redes Sociais

União diz que empresa de rope jump não tinha aval para atuar em ponte

SPU afirma que jamais autorizou atividades na Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda, de 21 anos, morreu. Prefeitura de Limeira anuncia processo contra o governo federal

A empresa Entre Cordas, responsável pela atividade de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, não possuía autorização para realizar qualquer atividade esportiva na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A informação foi confirmada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse devidamente presa ao seu equipamento. O acidente ocorreu durante a prática de rope jump, modalidade de esporte radical realizada na estrutura, e foi registrado por pessoas que acompanhavam a atividade.

Em nota ao Poder 360, a SPU afirmou que jamais autorizou eventos esportivos ou qualquer outro tipo de exploração da ponte. Segundo o órgão, a estrutura integra um trecho nunca concluído da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e está localizada em área cercada por propriedades particulares.

De acordo com a secretaria, o processo de incorporação da ponte ao patrimônio da União foi formalizado apenas em 2026. Ainda assim, o órgão afirma que, desde 2024, vinha solicitando apoio das administrações municipais para restringir o acesso ao local devido aos riscos existentes.

A SPU informou que, em determinado período de 2024, uma ação conjunta conseguiu bloquear temporariamente a entrada na ponte. Entretanto, a reabertura da área voltou a ser debatida posteriormente e recebeu apoio de empresários da região durante discussões realizadas na Câmara Municipal de Limeira.

Após a tragédia, o órgão defendeu uma atuação integrada entre os diferentes níveis de governo para impedir definitivamente o acesso à estrutura.

“Entendemos que os poderes públicos de todos os níveis precisam, imediatamente, juntar esforços para evitar de forma definitiva o acesso à Ponte do Esqueleto e coibir atividades ilegais. Em seguida, será necessário definir, de forma conjunta, qual será o futuro da estrutura”, afirmou a secretaria.

Prefeitura anuncia ação judicial contra a União

A Prefeitura de Limeira informou que pretende acionar judicialmente o governo federal por omissão em relação à situação da ponte. Segundo a administração municipal, diversos ofícios foram encaminhados aos órgãos federais responsáveis desde o início de 2025 solicitando providências para garantir a segurança do local.

Em nota, a prefeitura sustenta que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte é exclusivamente da União. A administração também afirma que vereadores do município já haviam cobrado medidas preventivas anteriormente, sem que ações efetivas fossem adotadas.

Além da ação judicial, a prefeitura informou que continuará reforçando as medidas para impedir o acesso à estrutura.

Investigação

O caso segue sob investigação das autoridades. Maria Eduarda morreu após cair durante a atividade organizada pela empresa. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da ponte sem o equipamento de segurança que deveria conter a queda.

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