Créditos: Receita Federal/Divulgação
Primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias com preço reduzido
Batizado de Ozivy, medicamento injetável da farmacêutica EMS tem preço inicial de R$ 287 em programa de benefícios e chega ao mercado como opção nacional para diabetes tipo 2
A farmacêutica EMS iniciou a comercialização da Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil. O medicamento, que utiliza o mesmo princípio ativo presente em tratamentos amplamente conhecidos para diabetes tipo 2 e obesidade, começou a ser distribuído para farmácias de todo o país com condições promocionais de lançamento.
O preço sugerido da caneta parte de R$ 452, mas pacientes que aderirem ao programa de benefícios da fabricante poderão adquirir o medicamento por R$ 287 mensais durante os três primeiros meses de tratamento. Após esse período, o valor passa para R$ 498 por unidade.
Segundo a empresa, mais de 500 mil canetas serão disponibilizadas nesta primeira fase de distribuição. Inicialmente, o produto chegará às grandes redes de farmácias e, posteriormente, terá a oferta ampliada para outras regiões do país.
Indicação é para pacientes com diabetes tipo 2
A Ozivy foi aprovada para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença apenas com alimentação equilibrada e prática de atividades físicas. A utilização exige prescrição médica e acompanhamento profissional.
O medicamento é o primeiro à base de semaglutida produzido no país por meio de síntese química, processo industrial que permite reproduzir moléculas em laboratório sem o uso de organismos vivos. De acordo com a fabricante, a tecnologia garante elevado padrão de pureza e controle de qualidade.
Para viabilizar a produção nacional, a EMS investiu mais de R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e na ampliação de sua fábrica em Hortolândia, no interior de São Paulo. A unidade possui capacidade para fabricar até 40 milhões de canetas por ano.
Registro segue modelo regulatório específico
A aprovação da Ozivy pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu por meio de uma modalidade conhecida como “medicamento novo por via abreviada de desenvolvimento”.
Na prática, isso significa que o produto foi registrado como um medicamento com marca própria e documentação específica, mas sem a necessidade de repetir todas as etapas tradicionais de desenvolvimento clínico exigidas para moléculas inéditas.
Esse modelo é permitido quando o princípio ativo já possui ampla utilização e eficácia comprovada, como ocorre com a semaglutida. Nesses casos, a empresa utiliza estudos científicos já consolidados e complementa o processo com pesquisas voltadas à qualidade, segurança e desempenho do produto desenvolvido.
Produto não é considerado genérico
A EMS esclarece que a Ozivy não é um medicamento genérico nem similar ao Ozempic. Embora utilize a mesma substância ativa, o produto possui formulação, tecnologia e processo de fabricação próprios.
Segundo a empresa, isso também significa que os medicamentos não são considerados intercambiáveis do ponto de vista regulatório.
A farmacêutica já atua nesse segmento com outros medicamentos injetáveis voltados ao tratamento do diabetes e da obesidade, como as canetas Lirux e Olire, desenvolvidas com base na substância liraglutida.
Segurança e eficácia
De acordo com a fabricante, a aprovação da Anvisa exigiu a apresentação de estudos que comprovassem a qualidade e a segurança do medicamento, além do cumprimento de rigorosos critérios de fabricação e inspeção sanitária.
A empresa afirma que a tecnologia utilizada no desenvolvimento da Ozivy segue padrões internacionais de controle e produção, atendendo às exigências regulatórias estabelecidas para medicamentos biológicos e de alta complexidade.
Com a chegada da Ozivy ao mercado, o Brasil passa a contar com a primeira alternativa nacional à base de semaglutida produzida em larga escala, ampliando a oferta de tratamentos para pacientes com diabetes tipo 2.
