Créditos: Receita Federal/Divulgação
Receita Federal apreende 1 tonelada de "emagrecedores" proibidos; Anvisa faz alerta sobre Tirzepatida
Ações da Receita Federal em Viracopos barram mais de 700 encomendas de substâncias injetáveis sem registro; órgão alerta para declarações falsas e riscos de medicamentos experimentais como a Retatrutida
A Receita Federal do Brasil apreendeu cerca de uma tonelada de produtos irregulares voltados ao emagrecimento entre janeiro e março deste ano no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Ao todo, mais de 700 encomendas foram interceptadas durante ações de fiscalização aduaneira.
Segundo o órgão, as remessas expressas tinham origem principalmente na China e em Hong Kong. Os pacotes continham peptídeos de uso proibido no Brasil e foram identificados a partir de procedimentos de gerenciamento de risco.
De acordo com a Receita, os produtos eram comercializados com promessas relacionadas a emagrecimento, melhora do sono, memória e estética. Os itens estavam, em sua maioria, em forma de pó para preparo injetável, o que acende alerta sanitário devido à ausência de controle sobre origem, composição e segurança.
Entre as substâncias encontradas estão compostos sem aprovação e medicamentos ainda em fase experimental. Um dos exemplos citados foi a retatrutida, que já havia sido proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em janeiro, com determinação de apreensão e veto à comercialização, importação, distribuição e uso em todo o país.
A operação ocorre em meio ao avanço do mercado irregular desse tipo de produto no Brasil. Em março, a Anvisa também determinou a apreensão de versões irregulares de tirzepatida e alertou que itens vendidos como “Tirzepatide” não possuem registro, além de estarem vinculados a empresas sem autorização para fabricar medicamentos.
A Receita Federal informou que nenhuma das mercadorias apreendidas tinha autorização da Anvisa. Segundo o órgão, as encomendas entravam no país com declarações falsas de conteúdo, e a fiscalização busca coibir a circulação ilegal de substâncias voltadas ao desempenho físico e estético.
Apesar disso, a tirzepatida não é totalmente proibida no Brasil. O medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, possui registro aprovado pela Anvisa, com liberação publicada em outubro de 2025.
