Copel Estudante

Projeto quer garantir devolução integral de recursos de fundos de previdência aplicados no Banco Master

Proposta em análise no Senado amplia cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para proteger aposentados e pensionistas de estados e municípios

Por Gazeta do Paraná

Projeto quer garantir devolução integral de recursos de fundos de previdência aplicados no Banco Master Créditos: Divulgação

Um projeto de lei apresentado no Senado pretende garantir a devolução integral dos recursos de fundos de previdência de estados e municípios que foram aplicados no Banco Master. A proposta, de autoria do senador Renan Calheiros, amplia a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para os regimes próprios de previdência e entidades de previdência complementar que possam ter sido prejudicados por investimentos na instituição financeira.

Atualmente, o FGC funciona como uma espécie de seguro para depósitos e aplicações financeiras, mas a cobertura é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira. Pelo projeto, essa limitação deixaria de valer para os recursos dos fundos previdenciários investidos no Banco Master, garantindo o ressarcimento integral dos valores.

Segundo Renan Calheiros, o objetivo é impedir que aposentados e pensionistas arquem com prejuízos decorrentes de eventuais irregularidades praticadas por instituições financeiras ou por gestores responsáveis pelas aplicações.

"O meu projeto parte de um princípio claro: não é justo que o segurado beneficiário do regime previdenciário arque com prejuízos decorrentes de eventuais irregularidades, ou má gestão, ou roubalheira mesmo por parte de instituições financeiras, como foi o caso do Master", afirmou o senador.

A proposta, no entanto, divide opiniões. Críticos argumentam que a ampliação da garantia pode transferir para o sistema bancário os prejuízos de investimentos considerados de maior risco realizados por gestores públicos, reduzindo a responsabilidade sobre as decisões de aplicação dos recursos.

Na justificativa do projeto, Renan afirma que a medida não impede a responsabilização de administradores que tenham agido com dolo ou má-fé. Segundo ele, a intenção é proteger os beneficiários dos fundos de previdência, enquanto eventuais irregularidades continuariam sendo investigadas pelos órgãos competentes.

O senador também defendeu maior rigor na fiscalização por parte do Banco Central do Brasil e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, responsável pela supervisão das entidades fechadas de previdência complementar.

"É incrível o grau de preocupação dos servidores da Prefeitura de Maceió, dos aposentados, dos pensionistas e dos que vão aposentar-se. O Banco Central ficou contra, mas apresentei esse projeto porque a Previc e o Banco Central não podem permitir que se repita essa situação com os fundos previdenciários", declarou.

O projeto começa agora a tramitar no Senado e ainda será analisado pelas comissões da Casa antes de seguir para votação. Caso seja aprovado pelos senadores e posteriormente pela Câmara dos Deputados, a nova regra passará a garantir proteção integral aos recursos previdenciários aplicados no Banco Master.

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