Petróleo Brent desaba 5% e abre a US$ 99 com avanço em acordo EUA-Irã
Barris de Brent e WTI operam em queda de 5% após declarações de Donald Trump sobre a fase final de negociações para a liberação da principal rota marítima do Oriente Médio
O mercado internacional do petróleo iniciou a semana em queda diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo envolvendo o fim do conflito na região do Oriente Médio.
Na abertura das negociações, na noite deste domingo (24), o barril do petróleo Brent -referência mundial - era negociado a US$ 99, registrando recuo de 5% em comparação ao fechamento da sexta-feira (22).
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, abriu cotado a US$ 92, também com queda de 5% em relação ao último pregão.
Com isso, os dois principais contratos internacionais atingiram o menor patamar desde o último dia 7 de maio.
O movimento do mercado ocorre após declarações do presidente Donald Trump sobre as negociações com o governo iraniano.
Neste domingo, Trump afirmou que o bloqueio americano no estreito de Hormuz será mantido até que um acordo com o Irã seja concluído e formalizado.
“As negociações estão procedendo de forma ordenada e construtiva”, escreveu o presidente americano em publicação na rede Truth Social.
Segundo informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, um eventual acordo poderá permitir a normalização gradual da passagem de navios pelo estreito de Hormuz em até 30 dias.
O memorando em discussão também prevê o fim completo do bloqueio naval nesse período e a liberação parcial de recursos financeiros iranianos congelados no exterior.
No sábado (23), Trump já havia afirmado que as negociações estavam na fase final, o que reforçou a expectativa de alívio nas tensões internacionais e pressionou os preços do petróleo para baixo.
Autoridades de Omã e do Irã também se reuniram neste domingo para discutir mecanismos relacionados à liberdade de navegação no estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Analistas avaliam que o mercado passou a enxergar com mais otimismo a possibilidade de normalização do fluxo de petróleo na região.
Apesar disso, especialistas alertam que ainda pode levar meses para que o transporte marítimo volte completamente ao normal e para que eventuais estruturas afetadas durante o conflito sejam recuperadas.