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Polícia Civil pede autorização ao STF para ouvir Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida com segurança Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Polícia Civil pede autorização ao STF para ouvir Bolsonaro em investigação sobre arma apreendida com segurança

Pedido da Polícia Civil do DF ao STF ocorre após seguranças barrarem intimação pessoal. Investigação começou depois que pistola Glock 9mm pertencente ao ex-presidente foi apreendida com funcionário na Bahia/DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para intimar e colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo encontrada com um de seus seguranças. O caso é conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia.

Em documento encaminhado ao STF, o delegado Thiago Boing informou que houve uma tentativa de intimar Bolsonaro, mas o procedimento não foi concluído porque a equipe responsável pela segurança do ex-presidente teria impedido a realização do ato.

Segundo o delegado, a intimação pessoal não pôde ser efetivada porque os agentes de escolta não autorizaram o contato direto com Bolsonaro, impossibilitando a ciência formal da convocação.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, quando recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, após tratamento contra uma pneumonia bacteriana.

Caso o pedido seja autorizado pelo Supremo, o depoimento está previsto para ocorrer por videoconferência na próxima semana.

A investigação teve início após a apreensão de uma pistola durante uma abordagem policial realizada em Taguatinga. O veículo, um Honda Civic, foi parado em um bloqueio de fiscalização e o motorista informou aos policiais que trabalhava no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a fiscalização, os agentes também localizaram um carregador sobressalente da pistola, uma Glock calibre 9 milímetros. O motorista foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, ele afirmou que havia recebido a arma para providenciar um reparo após a identificação de uma pane no equipamento. Segundo relatou, a retirada da pistola ocorreu no mesmo dia da abordagem e o armamento seria devolvido posteriormente.

A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma é de propriedade do ex-presidente e sustentou que ela havia sido entregue ao segurança exclusivamente para manutenção.

Os advogados também argumentam que Bolsonaro não está impedido de manter arma de fogo em sua residência, condição que, segundo a defesa, não configura qualquer irregularidade.

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