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Trabalhadores da Produserv deflagram greve por falta de salários e benefícios

Entidades cobram do Governo do Paraná uma solução para regularizar os pagamentos e afirmam que os serviços permanecerão paralisados até que a situação seja resolvida

Por Gazeta do Paraná

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Trabalhadores da Produserv deflagram greve por falta de salários e benefícios Créditos: Divulgação/Sineepres

Trabalhadores da empresa Produserv iniciaram nesta terça-feira (11) uma paralisação das atividades em razão do atraso no pagamento dos salários e do vale-transporte. A decisão foi anunciada pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Sineepres), em conjunto com a Feaconspar, após o impasse envolvendo os pagamentos que, segundo as entidades, deveriam ser viabilizados pelo Governo do Paraná.

A paralisação havia sido definida na segunda-feira (10), após uma audiência de mediação realizada pelo Ministério Público do Trabalho. De acordo com os sindicatos, o Estado, por meio da Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap) e de outros órgãos, havia se comprometido a adotar medidas para viabilizar os pagamentos aos trabalhadores.

Além da interrupção dos serviços, as entidades convocaram os funcionários para uma manifestação em frente ao Palácio das Araucárias, sede da Seap, em Curitiba. O ato ocorreu na manhã desta terça e reuniu trabalhadores e representantes sindicais.

Durante a manifestação, os sindicatos destacaram que parte dos funcionários sequer conseguiu comparecer ao protesto devido à falta de recursos para o deslocamento. O problema do vale-transporte, segundo as entidades, estaria impedindo trabalhadores de se locomoverem inclusive para cumprir suas jornadas.

O presidente da Feaconspar, Manassés Oliveira, classificou a situação como grave e cobrou uma resposta rápida do poder público. Segundo ele, os atrasos já provocaram dificuldades financeiras para as famílias dos trabalhadores, com contas acumuladas e problemas para garantir necessidades básicas.

O presidente do Sineepres, Paulo Rossi, também cobrou uma atuação imediata do Governo do Paraná. Segundo ele, o Estado assumiu responsabilidade pela viabilização dos pagamentos e precisa adotar as medidas necessárias para que os valores sejam regularizados.

Reunião com a Seap

Após a manifestação, representantes do Sineepres, da Feaconspar e uma comissão de trabalhadores foram recebidos pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência. A reunião teve como objetivo esclarecer os motivos do atraso e discutir os procedimentos necessários para liberar os pagamentos.

Durante o encontro, representantes da Seap informaram que o processo depende de uma série de procedimentos burocráticos. Entre as pendências está o encaminhamento, pela empresa, de documentos adicionais, incluindo notas fiscais, necessários para que o processo possa avançar.

A secretaria também informou que, até o momento, não existe uma previsão definida para que os pagamentos sejam efetivamente depositados nas contas dos trabalhadores. A data dependerá da conclusão das etapas burocráticas e da atuação das secretarias responsáveis pela liberação dos recursos.

A falta de uma previsão concreta, porém, não encerrou o impasse. Para as entidades sindicais, os trabalhadores não têm condições de aguardar indefinidamente pela regularização, principalmente diante dos atrasos nos salários e dos problemas relacionados aos benefícios.

Serviços seguem paralisados

Diante da ausência de uma data definida para o pagamento, Sineepres e Feaconspar decidiram manter a paralisação dos serviços. A orientação é que os trabalhadores permaneçam sem exercer as atividades até que os valores devidos sejam regularizados.

As entidades afirmam que continuarão cobrando do Governo do Paraná uma solução para o caso e defendem que os pagamentos sejam tratados como prioridade. O movimento ocorre em meio à pressão para que Estado e empresa concluam os procedimentos necessários e apresentem uma previsão concreta para a quitação dos valores.

Enquanto isso, os trabalhadores seguem sem uma data definida para receber os valores atrasados, e os serviços prestados pela Produserv permanecem paralisados.

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