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OMS confirma mortes por hantavírus em navio de cruzeiro no Atlântico; surto é investigado
Entidade investiga seis casos, sendo um confirmado em laboratório; três óbitos foram registrados e passageiros sintomáticos estão sendo evacuados para unidades de terapia intensiva
A Organização Mundial da Saúde confirmou, na noite deste domingo (3), a ocorrência de um possível surto de hantavírus a bordo de um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, três pessoas morreram e ao menos outras três apresentam sintomas da doença.
Segundo a entidade, apenas um caso foi confirmado por exames laboratoriais até agora, enquanto outros cinco permanecem classificados como suspeitos. Entre os pacientes, um segue internado em estado grave, em unidade de terapia intensiva na África do Sul.
Em comunicado oficial, a OMS informou que as investigações estão em curso e envolvem análises laboratoriais complementares, além de apuração epidemiológica para identificar a origem e a possível disseminação do vírus.
“Investigações detalhadas estão em andamento, incluindo testes laboratoriais adicionais e investigações epidemiológicas. Assistência médica e apoio estão sendo fornecidos aos passageiros e à tripulação. O sequenciamento do vírus também está em andamento”, destacou a organização.
Monitoramento e resposta sanitária
A OMS ressaltou que as infecções por hantavírus costumam estar associadas à exposição ambiental, especialmente ao contato com urina, fezes ou secreções de roedores infectados. Embora a transmissão entre pessoas seja considerada rara, a entidade alerta que, quando ocorre, pode provocar quadros respiratórios graves.
“Embora rara, a transmissão do hantavírus entre pessoas pode levar a doenças respiratórias graves e requer monitoramento, apoio e resposta cuidadosos aos pacientes”, informou.
Medidas emergenciais
A organização também atua na coordenação entre países envolvidos e a operadora do navio para viabilizar a retirada de passageiros sintomáticos e reduzir riscos à saúde pública.
“A OMS está facilitando a coordenação entre Estados-membros e os operadores do navio para a evacuação médica de dois passageiros sintomáticos, bem como para a avaliação completa do risco à saúde pública e o apoio aos demais passageiros a bordo”, concluiu o comunicado.
