O "genocida" foi inocentado, mas está preso por outra mentira
As Fake News de 2020 se tornaram verdade ou sempre foram verdade?
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Chamaram de genocida. E era mentira.
A Justiça arquivou. De novo. Primeiro foi o Ministério Público Federal, em fevereiro, que jogou na lata do lixo a acusação de genocídio contra Jair Bolsonaro na pandemia. Agora foi o Supremo. O ministro Nunes Marques encerrou a notícia-crime que apontava interferência na CPI da Covid. Duas vezes arquivado. Duas vezes sem prova.
Eu estou nesse processo. Sei do que estou falando.
Anos gritaram "genocida" nas ruas, nas redes, nos jornais. Cartazes, panelaços, capas de revista. Foi manchete todo santo dia. E hoje? Hoje não tem uma linha. Nem uma nota de rodapé.
E os políticos que usaram essa palavra para destruir um homem — incluindo o atual presidente da República, que chamou Bolsonaro de genocida em praça pública — serão punidos por isso? Ou a mentira, quando serve ao lado certo, não tem dono?
As fake news daquela época viraram verdade absoluta. Ou será que sempre foram fake news, só que ninguém teve coragem de admitir?
Mas não se enganem: Bolsonaro não está livre. Está preso. Vinte e sete anos de sentença, cumprida numa sala de doze metros quadrados na sede da Polícia Federal, em Brasília. Não pela pandemia. Não pelas vacinas. Não pela cloroquina. Ele está preso por outra mentira: a de que teria liderado uma trama para dar golpe de Estado depois de perder a eleição de 2022.
Aqui está o retrato do nosso tempo. Inocentaram a acusação que gritaram nas ruas. E o prenderam pela acusação que inventaram depois.
Bolsonaro nunca foi genocida, seis anos depois isso está provado. Bolsonaro planejou um golpe? Outra mentira, está o mantém preso, mas logo também será derrubada. Quem vai pagar por essas maldades contra ele?
A pergunta que fica é simples e incômoda: quantas outras vão cair como essa caiu?
Aqui o jornalista Oswaldo Eustáquio, do alto do meu segundo exílio.
Créditos: Oswaldo Eustáquio
