Mercado reduz previsão da inflação para 5% em 2026
Projeção do IPCA recuou de 5,01%, mas segue acima do teto da meta de 4,5% estabelecida para este ano
Por Valéria Mendes
Créditos: Agência Brasil
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,01% para 5% neste ano. A projeção permanece acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC).
A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Dessa forma, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.
Em julho, os alimentos contribuíram para que a inflação perdesse força. A inflação de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 14% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic serve como principal referência para as demais taxas de juros do país, como as cobradas em empréstimos e financiamentos, além de influenciar os rendimentos de investimentos.
No segundo trimestre de 2026, a economia brasileira cresceu 0,5% em comparação com o primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 1,9%, de acordo com o IBGE.
No Boletim Focus desta semana, a previsão para a cotação do dólar é de R$5,20 ao fim deste ano. Para o final de 2027, a estimativa é de que a moeda norte-americana fique em R$5,30.
Fonte: Agência Brasil
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