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Mais de 50% ainda não citam candidato ao Governo do Paraná em pesquisa espontânea Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mais de 50% ainda não citam candidato ao Governo do Paraná em pesquisa espontânea

Levantamentos do Paraná Pesquisas e do IRG mostram que maioria dos eleitores ainda não aponta espontaneamente um nome para o Governo do Paraná; Moro lidera nos dois institutos, mas há divergência sobre segundo lugar

Mais da metade dos eleitores do Paraná ainda não cita espontaneamente nenhum candidato ao Governo do Estado. É o que mostram duas pesquisas divulgadas em setembro pelo Paraná Pesquisas e pelo Grupo RIC/IRG.

No levantamento do Paraná Pesquisas, 51,2% dos entrevistados disseram não saber ou não quiseram responder quando perguntados em quem pretendem votar para governador sem receber uma lista de nomes. No IRG, o índice chega a 54,3%.

Apesar da diferença de 3,1 pontos percentuais entre os institutos, os números apontam para um cenário semelhante: em ambos os levantamentos, mais de cinco em cada dez eleitores ainda não apresentam espontaneamente um nome para a disputa.

Na pesquisa Paraná Pesquisas, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026, Sergio Moro (PL) aparece com 24,2% das citações espontâneas. Requião Filho (PDT) tem 10,2% e Sandro Alex (PSD) registra 6,3%.

Outros 5,8% responderam “ninguém, branco ou nulo”.

O levantamento ouviu 1.280 eleitores de 56 municípios entre 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro estimada é de aproximadamente 2,8 pontos percentuais, com grau de confiança de 95%.

Já a pesquisa do Grupo RIC/IRG, registrada no TSE sob o número PR-02179/2026, mostra 54,3% de “não sabe ou não respondeu” na pesquisa espontânea.

Sergio Moro foi citado por 18,4% dos entrevistados, enquanto Sandro Alex aparece com 10,4% e Requião Filho com 9,2%. Outros 4% escolheram a opção “nenhum, branco ou nulo”.

O IRG entrevistou 1.200 eleitores entre 31 de agosto e 3 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi divulgado em 4 de setembro.

Diferença entre pesquisa espontânea e estimulada

Os números mudam quando os entrevistados recebem uma lista com os candidatos. É o chamado cenário estimulado.

Na Paraná Pesquisas, Sergio Moro chega a 45% quando os nomes são apresentados. Requião Filho aparece com 24% e Sandro Alex tem 17,5%.

Nesse cenário, 4,9% não souberam ou não quiseram responder e 5,4% escolheram “nenhum, branco ou nulo”.

A diferença entre os dois formatos é significativa. Moro, por exemplo, é lembrado espontaneamente por 24,2% dos entrevistados, mas chega a 45% quando seu nome é apresentado.

O mesmo ocorre com Requião Filho, que passa de 10,2% na pesquisa espontânea para 24% na estimulada. Sandro Alex sobe de 6,3% para 17,5%.

O resultado mostra o peso da apresentação dos nomes na pesquisa. O eleitor pode conhecer um candidato, mas não necessariamente citá-lo de imediato quando precisa apontar uma preferência sem receber opções.

IRG coloca Sandro Alex à frente de Requião Filho

No levantamento do Grupo RIC/IRG, o cenário estimulado foi apresentado de uma forma diferente.

O instituto testou as candidaturas acompanhadas dos respectivos candidatos a vice. Nesse formato, a chapa de Sergio Moro e Edson Vasconcelos (PL) aparece com 38,8%.

Sandro Alex e Rafael Greca (MDB) têm 27%, enquanto Requião Filho e Michele Caputo (Solidariedade) registram 21,8%.

A diferença de metodologia exige cautela na comparação direta entre os dois levantamentos. Enquanto o IRG apresentou os candidatos ao governo junto com os vices, a Paraná Pesquisas testou os nomes dos candidatos ao Palácio Iguaçu.

Pesquisas divergem sobre segundo lugar

A principal diferença entre os levantamentos aparece na posição de Requião Filho e Sandro Alex.

Na Paraná Pesquisas, Requião Filho está à frente de Sandro Alex tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada.

No cenário espontâneo, Requião Filho tem 10,2% contra 6,3% de Sandro Alex. Na pesquisa estimulada, o placar é de 24% a 17,5%.

O IRG apresenta um cenário diferente. Na pesquisa espontânea, Sandro Alex aparece numericamente à frente, com 10,4%, contra 9,2% de Requião Filho.

A vantagem também aparece no cenário estimulado com os candidatos a vice. A chapa de Sandro Alex e Rafael Greca registra 27%, enquanto Requião Filho e Michele Caputo têm 21,8%.

A diferença, porém, precisa ser analisada dentro das margens de erro e das metodologias utilizadas por cada instituto.

Mais da metade não cita um nome espontaneamente

O percentual acima de 50% não deve ser interpretado automaticamente como um grupo de eleitores que está disposto a trocar de candidato.

A pesquisa espontânea mede a resposta do eleitor quando nenhum nome é apresentado. Por isso, o resultado indica principalmente o nível de lembrança e de associação imediata dos candidatos com a eleição.

Também há uma parcela que rejeita qualquer nome apresentado espontaneamente. Na Paraná Pesquisas, 5,8% escolheram “ninguém, branco ou nulo”. No IRG, esse percentual foi de 4%.

Somados aos que não sabem ou não respondem, os números mostram que uma parcela expressiva dos entrevistados ainda não manifesta espontaneamente uma preferência por um candidato ao Governo do Paraná.

Disputa ainda está em fase de consolidação

As duas pesquisas foram realizadas praticamente no mesmo período. A Paraná Pesquisas entrevistou eleitores entre 31 de agosto e 2 de setembro, enquanto o IRG fez o levantamento entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Os dados, portanto, mostram um cenário de campanha no qual Sergio Moro aparece como o nome mais lembrado espontaneamente nos dois levantamentos, enquanto a disputa pela segunda posição apresenta resultados diferentes entre os institutos.

Na pesquisa espontânea, Moro tem 24,2% no Paraná Pesquisas e 18,4% no IRG. Requião Filho aparece com 10,2% e 9,2%, respectivamente. Sandro Alex registra 6,3% no Paraná Pesquisas e 10,4% no IRG.

A diferença entre os cenários espontâneo e estimulado também mostra que a apresentação dos nomes altera de forma importante as respostas dos entrevistados.

O resultado não permite afirmar qual candidato será beneficiado pelo eleitor que ainda não cita espontaneamente nenhum nome. O que os levantamentos mostram é que mais da metade dos entrevistados ainda não transforma a disputa pelo Governo do Paraná em uma escolha imediata quando responde sem receber uma lista de candidatos.

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