Madril e Fão revelam bastidores da denúncia que pode levar à cassação de Dr. Lauri
Além de detalharem a investigação que resultou no pedido de cassação de Dr. Lauri, Fão confirma pré-candidatura à Assembleia Legislativa e Madril explica por que permanecerá na Câmara
Créditos: Eliane Alexandrino
Os vereadores Policial Madril (PP) e Fão do Bolsonaro (PL) participaram do GCast, podcast da Gazeta do Paraná, onde detalharam a investigação que resultou no pedido de cassação do vereador Dr. Lauri (MDB) e comentaram os próximos passos do processo na Câmara de Cascavel. Durante a entrevista, Fão também confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL).
Segundo Fão do Bolsonaro, as primeiras denúncias envolvendo Dr. Lauri começaram a chegar ao seu gabinete em março de 2025. No entanto, ele afirmou que somente no início de junho deste ano conseguiu reunir elementos concretos para iniciar a apuração.
O vereador relatou que, no dia 2 de junho, recebeu o endereço exato de uma residência no Bairro Canadá onde, segundo as denúncias, um assessor da Câmara estaria realizando serviços particulares durante o expediente. Após o encerramento da sessão legislativa, ele e o vereador Policial Madril foram até o local para verificar a informação.
Conforme Fão, o imóvel pertence a uma ex-assessora do parlamentar investigado. Ele afirma que a obra era executada pela construtora ligada ao vereador e que um chefe de gabinete da Câmara estaria trabalhando no local durante o horário de expediente.
"A gente fez a filmagem e esperou o cartão-ponto para materializar tudo. Não adiantava fazer a denúncia sem reunir as provas", afirmou Fão do Bolsonaro.
Policial Madril afirmou que acompanhou toda a apuração desde o primeiro dia. Segundo ele, ao chegar ao endereço, foi identificado o veículo do assessor estacionado na residência. Inicialmente, acreditou tratar-se de um assessor comunitário, mas, após consultar os registros da Câmara, confirmou que se tratava do chefe de gabinete do vereador.
Para registrar a movimentação sem interferir na rotina da obra, Madril sugeriu a utilização de um drone. Segundo os vereadores, as imagens registradas passaram a integrar o conjunto de provas reunidas durante a investigação.
Os parlamentares também afirmaram que comunicaram imediatamente o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Decor), por entenderem que os fatos poderiam envolver o uso indevido de recursos públicos.
"Quando chegamos ao local, confirmamos que o veículo era do chefe de gabinete. Depois registramos a movimentação com drone para documentar a situação", pontuou Madril.
Fão explicou que a investigação durou aproximadamente um mês. Além das imagens, segundo ele, foi necessário aguardar a disponibilização do cartão-ponto do servidor para confrontar os registros de frequência com os dias em que o assessor teria sido visto na obra.
O vereador afirmou que o chefe de gabinete deveria registrar quatro marcações de ponto por dia, totalizando cerca de 80 registros mensais, mas teria realizado apenas 13 marcações no período analisado.
Durante a entrevista, Fão também declarou que novas denúncias chegaram ao seu gabinete durante a apuração, incluindo suspeitas relacionadas à prática conhecida como "rachadinha". Segundo ele, essas informações ainda estão sendo documentadas e não serão divulgadas neste momento por orientação jurídica.
O parlamentar afirmou que todas as provas reunidas incluindo fotografias, vídeos e documentos foram anexadas ao pedido de cassação apresentado à Câmara Municipal e deverão ser analisadas pela Comissão de Ética após o encerramento do recesso legislativo.
A Gazeta do Paraná entrou em contato como vereador Dr Lauri, que disse só irá se manifestar após análise dos documentos.
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PROVAS, VÍDEOS E CASSAÇÃO: FÃO DO BOLSONARO E MADRIL FALAM DO CASO DR. LAURI
Pré-candidatura à Assembleia Legislativa
Além de comentar a investigação, Fão do Bolsonaro confirmou que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná nas eleições deste ano.
Segundo o vereador, a decisão ocorreu após convite do deputado federal e presidente estadual do PL, Felipe Barros. Ele afirmou que inicialmente não pretendia disputar o cargo, mas decidiu aceitar o desafio por entender que os eleitores de direita de Cascavel precisam de um representante local.
"Aceitei o desafio porque entendo que a direita de Cascavel e do Oeste do Paraná merece um representante com histórico e compromisso para defender essas pautas na Assembleia Legislativa", declarou.
Fão declarou que sua candidatura será baseada na defesa de pautas conservadoras, dos valores cristãos, no combate à corrupção e no fortalecimento da direita no Oeste do Paraná. O vereador também afirmou que pretende incentivar novas lideranças a ingressarem na política.
Já o vereador Policial Madril informou que não pretende disputar uma vaga no Legislativo estadual. Segundo ele, prefere permanecer na Câmara de Cascavel, onde considera que consegue exercer de forma mais direta a fiscalização dos atos do Poder Executivo e manter maior proximidade com a população.
Ao final da entrevista, os vereadores agradeceram o espaço concedido pela Gazeta do Paraná e afirmaram que permanecem à disposição para prestar esclarecimentos sobre o andamento das investigações e dos trabalhos desenvolvidos no Legislativo municipal.
Foto: Divulgação
