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Justiça torna réu pai acusado de torturar e agredir os próprios filhos no Paraná

Homem de 31 anos responderá por tortura e lesões corporais contra crianças de 3 e 5 anos; processo entra na fase de instrução

Por Eliane Alexandrino

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Justiça torna réu pai acusado de torturar e agredir os próprios filhos no Paraná Créditos: Divulgação

A Justiça do Paraná recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) contra um homem de 31 anos acusado de torturar e agredir os próprios filhos, de 3 e 5 anos, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. Com a decisão, o investigado passa oficialmente à condição de réu e responderá à ação penal.

O recebimento da denúncia não representa condenação nem reconhecimento de culpa. A medida apenas indica que o Judiciário identificou indícios suficientes para dar prosseguimento ao processo criminal. A partir de agora, serão produzidas provas, ouvidas testemunhas e apresentada a defesa do acusado antes do julgamento.

O caso ganhou repercussão no início deste mês, após testemunhas registrarem em vídeo uma agressão contra a filha de 3 anos. As imagens mostram o homem desferindo um chute que atingiu a criança no rosto e no tórax, fazendo com que ela caísse no chão. Segundo o Ministério Público, a menina sofreu sangramento em decorrência da agressão.

Na denúncia, a 1ª Promotoria de Justiça de Francisco Beltrão aponta que os episódios de violência teriam ocorrido ao longo dos meses de junho e julho. Conforme a investigação, o pai obrigava os dois filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafas PET, grãos de feijão e pipoca como forma de castigo.

O Ministério Público também relata que, no dia 2 de julho, o acusado teria agredido o filho de 5 anos com um pedaço de madeira, causando lesões no rosto da criança.

Para a promotora de Justiça Silvia Skaetta Donatti, as vítimas estavam em situação de extrema vulnerabilidade por serem crianças pequenas e terem como agressor o próprio pai.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público solicitou a manutenção da prisão preventiva do acusado, que permanece detido à disposição da Justiça.

Com o recebimento da denúncia, o processo entra agora na fase de instrução, quando serão analisadas as provas produzidas pelas partes antes da decisão final da Justiça sobre eventual condenação ou absolvição.

Foto: Divulgação

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