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Itamaraty confirma 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos na guerra da Ucrânia

Brasileiros têm sido recrutados como voluntários pela internet; Ministério das Relações Exteriores acompanha casos e presta assistência às famílias.

Itamaraty confirma 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos na guerra da Ucrânia Créditos: Imagem ilustrativa: Pexels/Pixabay

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que 22 brasileiros morreram e outros 44 estão desaparecidos em decorrência da guerra na Ucrânia. Os dados foram atualizados nesta terça-feira (10) e refletem o envolvimento de cidadãos brasileiros no conflito iniciado em 2022, após a invasão russa.

Um dos casos recentes é o de Felipe de Almeida Borges, de 25 anos, natural de Rubinéia, no interior de São Paulo. A mãe do jovem, Clarice Batista de Almeida, confirmou a morte do filho no último mês.

Felipe deixou o Brasil em novembro de 2025 com destino à Espanha. Segundo a família, ele não informou que pretendia participar da guerra. A mãe só soube da decisão dias depois, por meio de amigos, que relataram o alistamento e a ida do jovem para a Ucrânia.

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Recrutamento de brasileiros ocorre pela internet

Autoridades apontam aumento no número de brasileiros que deixam o país para atuar como voluntários no conflito. A maioria é formada por homens jovens, que entram em contato com recrutadores por meio da internet.

O alistamento ocorre em páginas oficiais das Forças Armadas ucranianas. Recentemente, o governo da Ucrânia passou a oferecer o site de recrutamento em português. Além disso, recrutadores atuam em grupos de WhatsApp, Telegram e Signal para facilitar o contato com interessados no Brasil.

Itamaraty acompanha casos e presta assistência

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação e mantém assistência consular aos brasileiros envolvidos no conflito. O atendimento é realizado por meio das embaixadas do Brasil em Moscou, na Rússia, e em Kiev, capital da Ucrânia.

O Itamaraty orienta que brasileiros evitem viajar para áreas de conflito armado e reforça que a participação em guerras no exterior envolve riscos elevados à segurança e à vida.

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