Créditos: Assessoria
Influenza A dispara no Brasil e se torna a maior causa de mortes respiratórias
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz revela um cenário preocupante: a Influenza A já responde por quase 37% das mortes por síndromes respiratórias no Brasil
O número de infecções por influenza A segue em alta no Brasil e já acende sinal de alerta em diversas regiões. De acordo com o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste apresentam cenário de risco ou alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com tendência de crescimento dos casos.
O levantamento indica que, além da influenza A, outros vírus respiratórios seguem em circulação com impacto relevante nos quadros mais graves. Entre eles estão o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus, que também aparecem como causas frequentes de SRAG e podem levar a complicações severas, inclusive óbitos.
Dados consolidados nas últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que 27,4% dos casos positivos foram de influenza A. O rinovírus lidera a lista, com 45,3%, seguido pelo vírus sincicial respiratório, com 17,7%. Já o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, responde por 7,3% das infecções, enquanto a influenza B aparece com 1,5%.
Quando analisados os óbitos registrados no mesmo período, a influenza A se mantém como principal agente entre os casos fatais, representando 36,9% das ocorrências. O rinovírus aparece em seguida, com 30%, enquanto o Sars-CoV-2 responde por 25,6%. Já o vírus sincicial respiratório corresponde a 5,9% das mortes, e a influenza B, a 2,5%. Os dados consideram a Semana Epidemiológica 12, entre os dias 22 e 28 de março.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de ampliar a cobertura vacinal. A campanha nacional contra a gripe, coordenada pelo Ministério da Saúde, começou no dia 28 de março e segue até 30 de maio. A imunização está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país.
Pesquisadores destacam que a vacinação é essencial, principalmente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais das áreas de saúde e educação. A orientação também inclui a imunização de gestantes a partir da 28ª semana contra o vírus sincicial respiratório, como forma de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
Além da vacina, a Fiocruz recomenda a adoção de medidas preventivas, especialmente em locais com aumento de casos. O uso de máscaras em ambientes fechados ou com aglomeração, sobretudo por pessoas do grupo de risco, é uma das principais orientações. A manutenção de hábitos de higiene, como lavar as mãos com frequência, também é considerada fundamental.
Em caso de sintomas gripais, a recomendação é evitar contato com outras pessoas e permanecer em casa. Se o isolamento não for possível, a indicação é utilizar máscaras de alta filtragem, como PFF2 ou N95, para reduzir o risco de transmissão.
