EUA dizem na ONU que não vão ocupar a Venezuela após captura de Maduro
Em reunião de emergência do Conselho de Segurança, Washington afirma que operação teve como alvo Maduro e redes de narcotráfico, e não a população venezuelana
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Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (5) que não pretendem ocupar a Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro, detido em uma operação militar norte-americana. A declaração foi feita durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), convocada para discutir o impacto da ação no país sul-americano.
O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse que a operação não representa uma guerra contra a Venezuela ou sua população, mas uma ação direcionada contra indivíduos acusados de crimes graves. Segundo ele, Maduro e a esposa, Cilia Flores, são tratados pelas autoridades norte-americanas como fugitivos e narcotraficantes.
De acordo com Waltz, a ofensiva teria como objetivo tornar a região mais segura e responsabilizar Maduro por crimes que, segundo Washington, foram cometidos ao longo de 15 anos. Entre as acusações citadas estão terrorismo, assassinatos, extorsões, sequestros e ações que teriam afetado cidadãos dos Estados Unidos e contribuído para a instabilidade no hemisfério ocidental.
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O representante norte-americano também afirmou que Maduro se beneficiou economicamente da crise venezuelana e classificou sua atuação como uma influência negativa para a região. A Casa Branca sustenta que o líder chavista não tem legitimidade democrática, alegando que suas eleições foram fraudadas e que mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia e nações da América Latina, não reconhecem seu governo.
Durante a sessão, os Estados Unidos voltaram a citar a existência do chamado Cartel de los Soles, descrito por Washington como uma organização criminosa formada por integrantes das Forças Armadas da Venezuela. Segundo o governo norte-americano, o grupo estaria envolvido em tráfico de drogas, armas e outras atividades classificadas como narcoterrorismo, em uma suposta articulação internacional liderada por Maduro.
Ainda conforme os EUA, a repressão promovida pelo regime venezuelano é considerada ilegal e teria atingido milhões de cidadãos. O governo norte-americano afirmou que a ação busca responsabilizar indivíduos acusados de crimes, proteger civis e enfraquecer redes criminosas que atuam na região.
