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EUA e Israel atacam Irã; Teerã reage com mísseis e tensão se espalha pelo Oriente Médio

Explosões atingem Teerã e outras cidades; Donald Trump diz que ofensiva busca impedir avanço nuclear iraniano, enquanto o Irã lança ataques contra Israel e bases americanas na região

Por Bruno Rodrigo

EUA e Israel atacam Irã; Teerã reage com mísseis e tensão se espalha pelo Oriente Médio Créditos: Reprodução/Redes Sociais

Os governos dos Estados Unidos e de Israel realizaram, na madrugada deste sábado (28), um ataque coordenado contra o Irã. Explosões foram ouvidas em Teerã e em ao menos outras quatro cidades iranianas. Em resposta, Teerã lançou mísseis contra território israelense e anunciou ataques a bases norte-americanas no Oriente Médio, ampliando a tensão na região.

Segundo agências internacionais, mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações ligadas ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Autoridades israelenses afirmaram que Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos da ofensiva, mas não há confirmação sobre os resultados da ação. A agência estatal IRNA informou que Pezeshkian está em segurança. Mais cedo, fontes indicaram que Khamenei não estaria em Teerã.

Além da capital, explosões foram registradas em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O espaço aéreo iraniano foi fechado. De acordo com a IRNA, cinco estudantes de uma escola de meninas no sul do país morreram durante os ataques.

A retaliação iraniana incluiu o lançamento de mísseis contra Israel, onde sirenes de alerta foram acionadas e o espaço aéreo fechado. Houve ainda relatos de explosões no Catar, Bahrein, Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, países que abrigam bases militares americanas. Autoridades emiradenses afirmaram ter interceptado mísseis e confirmaram uma morte em Abu Dhabi.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação e declarou que o objetivo é “defender o povo americano” e impedir que o Irã obtenha arma nuclear. Segundo ele, a ofensiva busca destruir o programa nuclear iraniano e a indústria de mísseis do país. O Pentágono classificou a ação como uma operação de grande escala, com possibilidade de se estender por dias.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a medida visa eliminar o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano.

A escalada ocorre após semanas de negociações entre Washington e Teerã sobre limites ao programa nuclear iraniano. Os EUA defendem o fim do enriquecimento de urânio, enquanto o governo iraniano sustenta que o programa tem fins pacíficos. Esta é a segunda ofensiva americana contra o Irã em menos de um ano, aprofundando uma rivalidade que se arrasta desde a Revolução Islâmica de 1979.

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