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Venezuela liberta 379 presos políticos após aprovar lei de anistia

Primeira etapa da medida beneficia detidos por episódios de tensão política desde 2002

Venezuela liberta 379 presos políticos após aprovar lei de anistia Créditos: Carolina Cabral/Getty Images

A Justiça da Venezuela libertou na noite de sexta-feira (20) os primeiros 379 presos políticos contemplados pela nova Lei de Anistia. O anúncio foi feito pelo deputado chavista Jorge Arreaza, presidente da comissão parlamentar que acompanha o cumprimento da legislação.

A lei foi sancionada na quinta-feira (19). Horas antes, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou, em discurso na TV estatal, que a medida representa um passo para construir “uma Venezuela mais democrática, justa e livre”.

A Lei de Anistia prevê benefício para opositores presos entre 1999 e 2026. No entanto, o texto limita a aplicação a 13 episódios de tensão e mobilização política ocorridos desde 2002. Casos ligados a operações militares não estão incluídos.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou que a lei deve ser interpretada como um sinal de maturidade política e um avanço para a estabilidade do país.

A proposta havia sido anunciada no fim de janeiro por Delcy Rodríguez, durante evento no Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. Na ocasião, ela afirmou que a legislação deveria “curar as feridas deixadas pelo confronto político”.

Desde que Nicolás Maduro foi capturado por forças militares norte-americanas em operação realizada em Caracas no início de janeiro, o governo concedeu liberdade condicional a 448 opositores.

Apesar das libertações, a ONG Foro Penal informou que ainda há cerca de 650 presos políticos no país.

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