Doença Mpox: Brasil já registra 149 casos em 2026; veja estados com mais registros
Com 149 ocorrências em 2026, Ministério da Saúde monitora avanço da Mpox. São Paulo concentra maioria dos casos e nova variante preocupa autoridades. Confira sintomas e prevenção
Créditos: NIAID
O Brasil soma 149 casos de mpox em 2026, segundo dados atualizados do Ministério da Saúde. Desse total, 140 estão confirmados e nove são considerados prováveis. Outros 539 casos seguem em investigação no país.
Até o momento, não houve registro de mortes relacionadas à doença neste ano.
Nos últimos dias, um novo estado passou a integrar a lista de notificações. O Amazonas confirmou o primeiro caso da doença em 2026.
Estados com mais casos
São Paulo concentra a maior parte das infecções registradas no país, com 93 casos confirmados.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro com 18 registros, Minas Gerais e Rondônia com 11 casos cada.
Também registraram casos Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, com três ocorrências cada. Paraná tem dois casos confirmados.
Outros estados com registros são Ceará, Sergipe e Pará, além do Distrito Federal, todos com um caso.
Entre os pacientes diagnosticados, ao menos 50 apresentaram coinfecção com o vírus HIV. Outros 31 casos tiveram associação com diferentes infecções sexualmente transmissíveis.
Apesar do avanço das notificações, o número de casos ainda é menor do que o registrado no mesmo período de 2025. Nos três primeiros meses do ano passado foram contabilizados 394 diagnósticos.
Mesmo assim, autoridades de saúde mantêm atenção ao monitoramento da doença após a identificação de uma nova variante no Reino Unido em dezembro.
Nova variante em monitoramento
De acordo com a Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido, a nova variante reúne características de dois subtipos da mpox.
Um deles é o clado 1, associado a quadros mais graves. O outro é o clado 2, responsável pelo surto global da doença registrado em 2022.
Especialistas afirmam que, embora muitos casos sejam leves, a infecção pode evoluir para quadros mais graves em alguns pacientes.
Como ocorre a transmissão
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a mpox pode ser transmitida pelo contato físico com pessoas infectadas, com objetos contaminados ou com animais portadores do vírus.
Durante o surto global de 2022, a transmissão por relações sexuais foi um dos fatores que contribuíram para a disseminação da doença.
Estudos recentes indicam que o clado 1 do vírus também pode ser transmitido por esse tipo de contato.
Sintomas da doença
Os primeiros sintomas da mpox incluem febre, dores musculares, cansaço e aumento dos linfonodos.
Uma característica da doença é o surgimento de lesões na pele que podem se espalhar pelo corpo, especialmente no rosto, mãos e pés.
Nos casos relacionados à transmissão sexual, as lesões podem surgir na região genital.
Os sintomas costumam aparecer entre seis e 13 dias após a infecção, mas podem levar até três semanas para se manifestar.
Na maioria das situações, quando o quadro é leve, os sintomas desaparecem espontaneamente em duas ou três semanas.
Prevenção e vacinação
A prevenção da mpox inclui medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar contato direto com pessoas infectadas.
No Brasil, a vacinação está disponível para pessoas com mais de 18 anos que vivem com HIV e apresentam contagem de células CD4 abaixo de 200 nos últimos seis meses.
Também podem receber a vacina profissionais entre 18 e 49 anos que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2.
Outra estratégia é a vacinação após exposição ao vírus, indicada para pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato com fluidos corporais ou secreções de indivíduos com suspeita ou confirmação de mpox.
