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Disputa pelo Pinheirão pode ter desfecho em audiência de conciliação

Segundo o Estado, o objetivo é dar novo uso a um espaço e criar um polo capaz de atrair grandes eventos

Por Da Redação

Disputa pelo Pinheirão pode ter desfecho em audiência de conciliação Créditos: Ricardo Ribeiro/AEN

A longa disputa judicial envolvendo a área do Estádio Pinheirão pode ganhar um novo rumo nos próximos dias. Governo do Paraná e a família do empresário João Destro participam de uma audiência de conciliação que pode colocar fim ao impasse sobre o valor do terreno, localizado no bairro Tarumã. As informações são do repórter Vinicius Cordeiro, do Portal UmDoisEsportes.

O principal ponto de divergência continua sendo quanto vale a área. Um laudo pericial feito por determinação da Justiça apontou o valor de R$ 132,1 milhões. Ainda assim, nenhuma das partes concorda com esse número. O Estado defende que o terreno vale cerca de R$ 64,9 milhões, enquanto os proprietários sustentam que o valor chega a R$ 358,6 milhões.

Mesmo contestando o laudo, o governo sinalizou interesse em um acordo. Isso porque a definição do valor é o que impede o avanço do projeto planejado para o local. A ideia é transformar a área em um grande complexo de eventos, com arena multiuso, centro de exposições e estrutura comercial com hotel, restaurantes e serviços.

Segundo o Estado, o objetivo é dar novo uso a um espaço que está sem atividade há anos e criar um polo capaz de atrair grandes eventos para Curitiba. O projeto prevê capacidade para até 25 mil pessoas e também depende de investimentos da iniciativa privada.

Do lado dos proprietários, a posição é de resistência. O empresário João Destro Filho, que representa a família, afirma que só há possibilidade de acordo se o valor pago for compatível com o potencial da área. Ele também critica a desapropriação, argumentando que o investimento público não seria necessário.

Outro ponto levantado pela família é a valorização do terreno ao longo dos anos. Com cerca de 124 mil metros quadrados, o espaço tem localização considerada privilegiada e características que facilitam grandes construções, como área plana e ausência de restrições ambientais.

Apesar da discussão sobre valores, o processo já avançou em um ponto importante: o Estado tem a posse da área desde 2024. Isso ocorre porque, em casos de desapropriação, o poder público pode depositar um valor inicial na Justiça e assumir o imóvel, enquanto o preço final segue sendo discutido.

Agora, a expectativa está na audiência. Se houver acordo, o impasse pode ser encerrado rapidamente e o projeto sair do papel. Caso contrário, a disputa deve continuar na Justiça, sem prazo definido para uma solução, e com o futuro do Pinheirão ainda indefinido.

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