China rejeita pressão dos EUA e diz que manterá comércio com o Irã
Pequim afirma que relações comerciais com Teerã estão dentro do direito internacional e promete adotar medidas para proteger seus interesses diante das novas sanções americanas
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A China afirmou nesta terça-feira (25) que não pretende interromper suas relações comerciais com o Irã, mesmo diante da nova rodada de sanções anunciada pelos Estados Unidos. Pequim também criticou qualquer tentativa de interferência em seus negócios com Teerã e declarou que tomará medidas para proteger seus interesses.
A posição foi apresentada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, durante uma entrevista coletiva. Segundo ele, a cooperação entre os dois países ocorre dentro das normas do direito internacional e não deve sofrer interferências externas.
A declaração ocorreu um dia depois de Washington anunciar novas sanções contra o governo iraniano e ameaçar países que continuarem realizando transações econômicas com Teerã.
Os Estados Unidos sancionaram cerca de 60 pessoas, empresas e embarcações relacionadas ao Irã, incluindo alvos ligados aos setores de energia nuclear, mísseis, cibernética e petróleo. As medidas fazem parte da chamada “guerra econômica” anunciada pelo presidente Donald Trump para pressionar o regime iraniano.
Washington também passou a pressionar outros países para que reduzam ou encerrem relações econômicas com o Irã. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que o governo pretende agir unilateralmente contra países que não cumprirem a pressão.
A China é um dos principais compradores do petróleo iraniano e defende uma solução negociada para o conflito. Pequim também tem criticado as medidas unilaterais dos Estados Unidos e defendido um cessar-fogo.
Além da China, países vizinhos do Irã também estão sob pressão de Washington. O governo americano ameaça aplicar sanções contra nações que continuarem negociando com Teerã.
O governo iraniano, por sua vez, advertiu que países vizinhos que aderirem à campanha de pressão econômica dos Estados Unidos poderão enfrentar “consequências”. O cenário aumenta a tensão diplomática e amplia o risco de uma disputa econômica envolvendo outras nações.
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