Créditos: Bárbarah Queiroz/Divulgação/ABDE
BRDE defende novas estratégias de crédito no 11º Fórum de Desenvolvimento
Durante o 11º Fórum do Desenvolvimento, em Brasília, o BRDE liderou debates sobre a ampliação do acesso ao crédito e a criação de um marco regulatório para fundos públicos
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul participou do 11º Fórum do Desenvolvimento, realizado nos dias 1º e 2 de abril, em Brasília. Promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento, o encontro reuniu representantes de instituições financeiras, órgãos públicos e especialistas para debater instrumentos de financiamento e estratégias de ampliação do acesso ao crédito no país.
No segundo dia do evento, o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, mediou um painel dedicado aos fundos garantidores. A discussão reuniu representantes de instituições como Banco do Brasil, BNDES, ABGF, Sebrae e do Ministério do Empreendedorismo, com foco na redução de riscos nas operações financeiras e na ampliação do crédito para micro e pequenas empresas.
O debate destacou o papel desses mecanismos na sustentação de políticas públicas e no fortalecimento do ambiente de negócios, especialmente em segmentos com maior dificuldade de acesso a financiamento.
Antes do fórum, o BRDE também participou de duas agendas promovidas pela ABDE, incluindo a reunião do Conselho Consultivo do Sistema Nacional de Fomento e a Assembleia de Associados. Nessas discussões, Heraldo Neves, que também ocupa a vice-presidência da entidade, representou o banco em pautas ligadas ao financiamento de longo prazo, à estrutura dos fundos públicos e à incorporação de temas ambientais na atuação das instituições de crédito.
Segundo o diretor, o sistema de fomento enfrenta dois desafios centrais: ampliar as fontes de financiamento de longo prazo e integrar novas agendas, como a biodiversidade, às estratégias das instituições financeiras. Ele destacou que essas diretrizes estão diretamente ligadas ao papel do crédito no desenvolvimento econômico regional e nacional.
No Conselho Consultivo, também foram debatidas iniciativas de cooperação com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste, com o objetivo de ampliar parcerias e melhorar a distribuição de recursos em regiões que demandam maior presença institucional.
Outro ponto relevante foi a apresentação de um estudo sobre governança de fundos públicos, com ênfase em fundos soberanos e constitucionais. A análise propõe a criação de um marco regulatório para padronizar critérios de transparência, auditoria, monitoramento e avaliação de impacto, buscando maior eficiência na aplicação dos recursos.
A proposta ganha força em meio a discussões legislativas sobre o tema e se conecta a iniciativas recentes em nível estadual, como a regulamentação do Fundo Estratégico do Paraná, sancionada em 1º de abril pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. O fundo tem como objetivo reforçar a autonomia fiscal do Estado e viabilizar investimentos de longo prazo.
Durante o evento, também foi apresentado o Observatório do Crédito Direcionado, plataforma que reunirá dados sobre carteira, desempenho e impactos econômicos e sociais do crédito orientado por políticas públicas. A ferramenta deve apoiar a formulação de estratégias baseadas em evidências e ampliar a transparência no setor.
Na assembleia da ABDE, o BRDE ainda destacou sua atuação na Coalizão LIFE de Negócios e Biodiversidade, iniciativa coordenada pelo Instituto LIFE. O projeto reúne empresas e instituições comprometidas com a integração da biodiversidade às estratégias econômicas, promovendo alinhamento entre desenvolvimento financeiro e conservação ambiental.
