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Banco Master esquenta sessão e provoca troca de farpas na Alep

Troca de falas entre Hussein Bakri, Arilson Chiorato e Ricardo Arruda marca sessão da Assembleia Legislativa do Paraná com acusações e cobranças sobre relações políticas com a instituição financeira

Por Gazeta do Paraná

Banco Master esquenta sessão e provoca troca de farpas na Alep Créditos: Orlando Kissner (montagem GP)

O debate sobre o Banco Master dominou parte do pequeno expediente da sessão desta terça-feira na Assembleia Legislativa do Paraná. O tema gerou embates diretos entre o líder do governo, Hussein Bakri, o líder da oposição, Arilson Chiorato, e o deputado Ricardo Arruda, com críticas cruzadas e respostas em plenário.

A discussão começou após o deputado Renato Freitas relacionar o banco a investimentos públicos e afirmar que o caso “demonstra as vísceras do Estado brasileiro”. Em seguida, Ricardo Arruda ampliou o debate para o cenário nacional e direcionou críticas ao governo federal.

“O Brasil está indo para um buraco que não tem fim. Escândalos de corrupção quase todo dia, e a maioria envolve governo Lula”, declarou.
O parlamentar também mencionou reuniões do presidente com representantes do banco e afirmou: “Reunião escondida com o presidente da República, de um banqueiro picareta”.

Na sequência, o líder do governo, Hussein Bakri, respondeu às menções ao banco e negou vínculo institucional do Executivo estadual com a instituição.

“O governo do Paraná trabalha com 15 empresas de cartões. Uma dessas 15 é ligada ao Banco Master e opera o Crediceta. Apenas é um cartão de crédito com benefícios abatidos diretamente na folha do servidor. Não se trata de empréstimo consignado. O governo do Paraná e a Paraná Previdência não têm qualquer relacionamento com o Banco Master”, afirmou.

Bakri também criticou o que chamou de “ilações” e acrescentou:
“Se nós tivermos que responder, enfrentar, eu já avisei ontem, não vai ser bom para ninguém. Do jeito que vier, vai. Talvez mais forte.”

A fala foi contestada pelo líder da oposição. Arilson Chiorato disse que não se sentiu intimidado e voltou a associar o banco a operações no Estado.

“Nós da oposição não nos sentimos ameaçados com qualquer tipo de informação que esse governo queira falar”, afirmou.
“O Banco Master está na Copel Telecom, está no porto de Paranaguá e está na folha de pagamento dos servidores do Paraná.”

O deputado também citou a atuação do banco em fundos e operações financeiras ligadas a privatizações e cobrou esclarecimentos do governo estadual.

Além do embate sobre o Banco Master, a sessão ainda tratou de outros temas, como pedágio eletrônico, projetos de lei e votações de rotina. O episódio, porém, concentrou a maior parte das intervenções políticas do plenário.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp