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Após incêndio histórico, Alep cobra respostas e governo aponta causa preliminar e solução emergencial

Debate na Assembleia expõe preocupação com patrimônio público e traz primeiras explicações sobre o caso de Paranaguá

Por Gazeta do Paraná

Após incêndio histórico, Alep cobra respostas e governo aponta causa preliminar e solução emergencial Créditos: Orlando Kissner

A repercussão do incêndio que atingiu o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, chegou à Assembleia Legislativa do Paraná nesta segunda-feira (6) em tom de alerta sobre preservação do patrimônio público e necessidade de respostas rápidas do Estado.

O caso, já noticiado pela Gazeta do Paraná, voltou ao centro do debate com a cobrança por medidas concretas diante da destruição de um dos prédios mais tradicionais da educação paranaense.

O deputado Goura destacou que o impacto vai além da estrutura física. “Para além dessas perdas materiais, o ocorrido representa uma perda simbólica e cultural irreparável”, afirmou. “Não foi apenas um prédio. Foi o acervo histórico do nosso Estado.”

Ao lembrar que o imóvel é tombado desde 1991, o parlamentar reforçou a necessidade de ação imediata. “É fundamental que o governo apresente o quanto antes um plano de recuperação e que possamos acompanhar esse processo.”

A resposta do governo veio na sequência, por meio do líder na Casa, o deputado Hussein Bakri, que buscou delimitar as primeiras medidas adotadas após o incêndio.

“O governador liberou os recursos necessários para a recuperação do prédio”, afirmou. “Agora é o momento do rescaldo e da avaliação dos estragos.”

Bakri também apresentou uma hipótese inicial para a origem do fogo, ainda sob investigação. “Existe uma tendência de que possa ter havido um problema no ar-condicionado, que ficou ligado.”

Além disso, detalhou o plano emergencial para garantir a continuidade das aulas. “As aulas serão remotas a partir de quarta-feira e, temporariamente, irão para o Instituto Superior do Litoral do Paraná, que fica a cerca de 200 metros do local.”

O episódio trouxe para o plenário uma discussão mais ampla sobre a proteção de bens históricos no Estado, especialmente aqueles vinculados à rede pública de ensino e que concentram não apenas atividades educacionais, mas também memória institucional.

Com mais de 1,6 mil alunos, o colégio atingido representa um dos principais equipamentos educacionais do litoral e carrega valor histórico consolidado ao longo de décadas.

A expectativa, agora, recai sobre os próximos desdobramentos técnicos e administrativos do caso, incluindo a confirmação das causas do incêndio e a definição do projeto de restauração — etapas que devem orientar o ritmo da reconstrução e o nível de preservação das características originais do prédio.

Créditos: Redação Acesse nosso canal no WhatsApp