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Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

"Atear fogo é intenção de matar": Gleisi cobra recurso após decisão do TJ-PR

Deputada federal questiona decisão de desembargadores que reclassificou crime de 2025 para lesão corporal grave sob argumento de "arrependimento eficaz" do réu

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) afirmou neste domingo (24) que pretende acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e cobrar do Ministério Público do Paraná um recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que alterou a classificação do caso envolvendo José Rodrigo Bandura, acusado de atear fogo na companheira em 2025.

A decisão dos desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli de Macedo retirou a acusação de tentativa de feminicídio e reclassificou o crime para lesão corporal grave.

Os magistrados entenderam que houve “arrependimento eficaz” por parte do réu, considerando que ele teria ajudado a vítima após o incêndio.

O caso ocorreu em junho de 2025. Na época, reportagens apontaram que a vítima chegou a se trancar em um banheiro para tentar escapar das agressões.

Segundo Gleisi, o Ministério Público deve recorrer da decisão para que o caso seja submetido ao Tribunal do Júri.

A parlamentar também afirmou que pretende provocar o CNJ para apurar possível violação de deveres funcionais dos magistrados que participaram do julgamento.

Além disso, a deputada disse que defenderá a adesão do Paraná ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.

“Atear fogo em uma mulher demonstra vontade consciente de matar”, declarou Gleisi.

Para a deputada, a mudança da acusação de tentativa de feminicídio para lesão corporal reduz a gravidade do caso e enfraquece a aplicação da perspectiva de gênero no julgamento.

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