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Caso Carolina Estela: Advogada abandona defesa de empresária investigada por agressão no Maranhão
Nathaly Moraes anunciou desligamento citando ataques pessoais e perseguição; empresária foi presa no Piauí sob acusação de torturar funcionária após falsa suspeita de furto
A advogada criminalista Nathaly Moraes anunciou que deixou a defesa de Carolina Estela Ferreira dos Anjos, empresária investigada por agredir uma empregada doméstica grávida em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís (MA).
A decisão foi divulgada nas redes sociais da advogada, que afirmou ter sofrido ameaças e ataques pessoais em razão de sua atuação profissional no caso.
Segundo Nathaly, o desligamento ocorreu após episódios que colocaram em risco sua integridade, sua honra e a segurança de familiares. Em nota publicada nas redes, a criminalista afirmou que o exercício da defesa técnica de uma investigada não pode servir de justificativa para perseguições ou ofensas contra advogados.
A advogada também declarou que sempre atuou dentro dos princípios éticos da profissão, respeitando a legislação e as instituições.
Ela informou ainda que quaisquer manifestações futuras sobre o processo deverão ser tratadas pelos novos responsáveis pela defesa da empresária. Nathaly acrescentou que já avalia medidas jurídicas diante das ameaças recebidas.
Caso ganhou repercussão
A empresária Carolina Estela Ferreira dos Anjos foi presa na última quinta-feira (7), em Teresina (PI), durante uma operação conjunta das polícias civis do Maranhão e do Piauí.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, ela foi localizada no momento em que tentava deixar a cidade.
A investigação apura denúncias de agressões contra uma jovem empregada doméstica grávida, em um caso ocorrido em Paço do Lumiar, na região metropolitana da capital maranhense.
O episódio ganhou repercussão após a divulgação de imagens e áudios atribuídos à empresária nas redes sociais e anexados ao inquérito policial.
De acordo com as investigações, a vítima teria sido acusada de furtar um anel dentro da residência onde trabalhava. Posteriormente, o objeto teria sido encontrado no próprio imóvel.
Mesmo assim, segundo o material reunido pela polícia, as agressões e ameaças teriam continuado.
Nas gravações atribuídas à empresária, ela menciona episódios de violência física, humilhações e ameaças contra a funcionária. Em um dos trechos, Carolina teria afirmado que a jovem “não era para ter saído viva”.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão.
