PSD mantém neutralidade no 2º turno e libera diretórios para apoiar Lula ou Flávio
Presidente nacional do partido, Gilberto Kassab afirmou que a legenda seguirá a estratégia adotada no primeiro turno e dará liberdade para diretórios estaduais, parlamentares e filiados escolherem quem apoiar
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou neste domingo (4) que o partido manterá neutralidade no segundo turno das eleições presidenciais. Com isso, os diretórios estaduais, parlamentares, lideranças, filiados e militantes da legenda terão liberdade para decidir se apoiarão Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Na apuração do primeiro turno, Flávio terminou à frente de Lula, com cerca de 47% dos votos válidos, enquanto o petista ficou com aproximadamente 45%.
Em nota, Kassab afirmou que a decisão segue a estratégia adotada pelo PSD durante a campanha, quando os diretórios estaduais tiveram autonomia para construir alianças de acordo com os cenários locais.
PSD teve Caiado como candidato à Presidência
O partido lançou o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como candidato à Presidência da República. Ele terminou a disputa em quinto lugar, com 2,19% dos votos válidos. Kassab foi candidato a vice na chapa.
Esta foi a primeira vez que o PSD, fundado em 2011, lançou uma candidatura própria à Presidência.
Ao comentar o resultado, Kassab afirmou que a campanha de Caiado foi marcada por propostas e sem apelo aos extremos. O dirigente também defendeu uma atuação política voltada para temas relacionados ao desenvolvimento do país.
“Torceremos e atuaremos politicamente para que não sejam mais quatro anos de brigas pouco produtivas e debates sobre temas que não estão na pauta do desenvolvimento brasileiro, independentemente do vencedor”, afirmou Kassab.
Resultado do PSD nas eleições
Apesar do desempenho de Caiado na disputa presidencial, o PSD teve um resultado expressivo nas eleições para o Legislativo e nos governos estaduais.
A legenda elegeu 44 deputados federais, dois senadores e 103 deputados estaduais. Também conquistou quatro governos estaduais no primeiro turno e terá outros candidatos na disputa de segundo turno.
A estratégia de liberar os diretórios estaduais também foi adotada pelo partido no primeiro turno. A autonomia permitiu que as lideranças locais construíssem alianças diferentes de acordo com cada Estado.
Com a decisão anunciada por Kassab, o PSD não terá uma orientação nacional de voto no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Cada diretório, parlamentar ou integrante da legenda poderá definir sua própria posição.
Matérias relacionadas
Mulheres perdem espaço na Alep, enquanto Senado bate recorde de eleitas em 2026
Aos 21 anos, Ana Elisa é eleita deputada federal pelo PT em Minas
Lula terá 5 desafios para tentar virar eleição contra Flávio Bolsonaro
Filipe Barros diz que STF “legalizou as drogas”; veja a checagem das falas dos senadores eleitos pelo Paraná na RPC TV
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.