Pix por aproximação: veja o que muda com fim do limite de R$ 500
Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação, mas os pagamentos continuam sujeitos aos limites e mecanismos de segurança definidos pelas instituições financeiras.
🎧 Ouça esta matéria — narrado por IA
O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o limite específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. A partir de agora, os clientes poderão solicitar ao banco o aumento ou a redução dos valores permitidos.
A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746 e vale também para transações realizadas por outros meios de iniciação previstos na regulamentação, como determinadas operações com QR Code e pelo Open Finance.
O fim do teto de R$ 500, porém, não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. Cada instituição continuará aplicando seus próprios mecanismos de segurança e os limites definidos para cada conta.
O que muda
Até então, cada pagamento feito por Pix por aproximação estava sujeito ao limite específico de R$ 500 por transação.
Com a nova regra:
-
o teto específico de R$ 500 deixa de existir;
-
o cliente poderá solicitar aumento ou redução do limite;
-
pagamentos acima de R$ 500 passam a ser possíveis, desde que estejam dentro do limite autorizado para a conta;
-
as instituições deverão oferecer ferramentas para gerenciamento dos limites;
-
os mecanismos gerais de segurança do Pix continuam valendo.
Assim, um cliente poderá fazer uma operação de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, por exemplo, se o limite definido para sua conta permitir.
Como alterar o limite
O gerenciamento será feito pelos canais disponibilizados pela instituição financeira. O procedimento pode variar de um banco para outro.
Em geral, o cliente deverá:
-
abrir o aplicativo do banco;
-
acessar a área do Pix;
-
procurar as opções de limites ou Pix por aproximação;
-
solicitar a alteração do valor;
-
realizar a autenticação exigida pela instituição.
A retirada do teto específico não elimina os mecanismos de proteção contra operações consideradas suspeitas.
Como funciona o Pix por aproximação
O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar os dados da transação.
A modalidade pode ser disponibilizada pelo aplicativo da própria instituição financeira ou por uma carteira digital compatível. Nesse segundo caso, o usuário precisa vincular a conta bancária à carteira.
Depois da configuração, o pagamento é feito aproximando o celular do equipamento utilizado pelo estabelecimento.
Como pagar por aproximação
O procedimento pode variar conforme o banco e a carteira digital, mas normalmente envolve:
-
informar ao estabelecimento que o pagamento será feito por Pix;
-
conferir o valor e os dados da cobrança;
-
aproximar o celular da máquina;
-
realizar a autenticação solicitada;
-
confirmar a operação.
O Banco Central mantém requisitos de segurança para a modalidade, incluindo mecanismos de autenticação e confirmação da operação.
Atenção aos golpes
Com a possibilidade de realizar pagamentos acima de R$ 500 por aproximação, a conferência dos dados da operação continua sendo importante.
Antes de confirmar o pagamento, o usuário deve:
-
conferir o valor exibido na máquina;
-
verificar o estabelecimento;
-
manter o celular protegido por senha ou biometria;
-
evitar entregar o aparelho desbloqueado a terceiros;
-
acompanhar as notificações das transações;
-
revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo.
A recomendação é conferir o valor antes de aproximar o aparelho e antes de concluir a operação.
Pix por aproximação ainda tem baixa adesão
O Pix por aproximação foi criado para tornar os pagamentos mais rápidos, utilizando a tecnologia NFC. A modalidade permite que o usuário aproxime o celular do terminal de pagamento e confirme a operação.
Apesar da expansão do Pix no país, o uso da modalidade por aproximação ainda representa uma parcela pequena das transações. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, foram cerca de 2 milhões de operações desse tipo em agosto.
A mudança promovida pelo Banco Central elimina uma das limitações específicas da modalidade e permite que os valores sejam administrados de acordo com os limites definidos entre o cliente e sua instituição financeira.
Matérias relacionadas
Comentários (0)
- Seja o primeiro a comentar.