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Pix por aproximação: veja o que muda com fim do limite de R$ 500

Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação, mas os pagamentos continuam sujeitos aos limites e mecanismos de segurança definidos pelas instituições financeiras.

Gabriel Porta · · 4 min de leitura
Pix pensão
Pix pensão — Crédito: Reprodução Redes Sociais

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O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o limite específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. A partir de agora, os clientes poderão solicitar ao banco o aumento ou a redução dos valores permitidos.

A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746 e vale também para transações realizadas por outros meios de iniciação previstos na regulamentação, como determinadas operações com QR Code e pelo Open Finance.

O fim do teto de R$ 500, porém, não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. Cada instituição continuará aplicando seus próprios mecanismos de segurança e os limites definidos para cada conta.

O que muda

Até então, cada pagamento feito por Pix por aproximação estava sujeito ao limite específico de R$ 500 por transação.

Com a nova regra:

  • o teto específico de R$ 500 deixa de existir;

  • o cliente poderá solicitar aumento ou redução do limite;

  • pagamentos acima de R$ 500 passam a ser possíveis, desde que estejam dentro do limite autorizado para a conta;

  • as instituições deverão oferecer ferramentas para gerenciamento dos limites;

  • os mecanismos gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Assim, um cliente poderá fazer uma operação de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, por exemplo, se o limite definido para sua conta permitir.

Como alterar o limite

O gerenciamento será feito pelos canais disponibilizados pela instituição financeira. O procedimento pode variar de um banco para outro.

Em geral, o cliente deverá:

  1. abrir o aplicativo do banco;

  2. acessar a área do Pix;

  3. procurar as opções de limites ou Pix por aproximação;

  4. solicitar a alteração do valor;

  5. realizar a autenticação exigida pela instituição.

A retirada do teto específico não elimina os mecanismos de proteção contra operações consideradas suspeitas.

Como funciona o Pix por aproximação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar os dados da transação.

A modalidade pode ser disponibilizada pelo aplicativo da própria instituição financeira ou por uma carteira digital compatível. Nesse segundo caso, o usuário precisa vincular a conta bancária à carteira.

Depois da configuração, o pagamento é feito aproximando o celular do equipamento utilizado pelo estabelecimento.

Como pagar por aproximação

O procedimento pode variar conforme o banco e a carteira digital, mas normalmente envolve:

  1. informar ao estabelecimento que o pagamento será feito por Pix;

  2. conferir o valor e os dados da cobrança;

  3. aproximar o celular da máquina;

  4. realizar a autenticação solicitada;

  5. confirmar a operação.

O Banco Central mantém requisitos de segurança para a modalidade, incluindo mecanismos de autenticação e confirmação da operação.

Atenção aos golpes

Com a possibilidade de realizar pagamentos acima de R$ 500 por aproximação, a conferência dos dados da operação continua sendo importante.

Antes de confirmar o pagamento, o usuário deve:

  • conferir o valor exibido na máquina;

  • verificar o estabelecimento;

  • manter o celular protegido por senha ou biometria;

  • evitar entregar o aparelho desbloqueado a terceiros;

  • acompanhar as notificações das transações;

  • revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo.

A recomendação é conferir o valor antes de aproximar o aparelho e antes de concluir a operação.

Pix por aproximação ainda tem baixa adesão

O Pix por aproximação foi criado para tornar os pagamentos mais rápidos, utilizando a tecnologia NFC. A modalidade permite que o usuário aproxime o celular do terminal de pagamento e confirme a operação.

Apesar da expansão do Pix no país, o uso da modalidade por aproximação ainda representa uma parcela pequena das transações. Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, foram cerca de 2 milhões de operações desse tipo em agosto.

A mudança promovida pelo Banco Central elimina uma das limitações específicas da modalidade e permite que os valores sejam administrados de acordo com os limites definidos entre o cliente e sua instituição financeira.

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