Nikolas Ferreira culpa governo Lula por fechamento da Gerdau em MG
Deputado associou encerramento da produção em Divinópolis à gestão federal; empresa aponta perda de competitividade e dificuldades no mercado
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) responsabilizou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo encerramento da produção de aço da Gerdau em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Nesta terça-feira (3), o parlamentar compartilhou uma notícia sobre a decisão da siderúrgica e publicou uma crítica à gestão federal.
“Ou a gente para o Lula, ou o Lula vai parar o Brasil”, escreveu Nikolas nas redes sociais.
A empresa, porém, atribuiu o fechamento principalmente à perda de competitividade da unidade. Entre os fatores apontados estão a dificuldade de obter minério de ferro a preços competitivos, a concorrência do aço importado e as condições desfavoráveis para exportação.
Segundo a Gerdau, a fabricação será concentrada em outras unidades consideradas mais competitivas, eficientes e com maior nível tecnológico.
Mais de mil pessoas são afetadas
O encerramento da produção já vinha sendo discutido com representantes do município. Em 29 de outubro, a prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante), informou que havia se reunido com a diretoria da siderúrgica. Na ocasião, uma paralisação temporária estava entre as alternativas avaliadas para preservar empregos e permitir uma possível retomada das atividades.
Nesta terça-feira, a prefeita voltou a se manifestar sobre a decisão e afirmou que o município será fortemente impactado. Segundo ela, mais de mil pessoas serão afetadas direta ou indiretamente pelo encerramento da produção.
Gerdau passa por ajustes no Brasil
A decisão em Divinópolis ocorre durante um processo de readequação das operações brasileiras da companhia. No balanço do terceiro trimestre, divulgado em 26 de outubro, a Gerdau informou que estava ajustando seus ativos no país para melhorar a rentabilidade e a produtividade.
A empresa também citou a pressão provocada pelas importações de aço, que classificou como “desleais”.
Apesar dos ajustes, o grupo registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão entre julho e setembro. O resultado foi impulsionado principalmente pelas operações na América do Norte.
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