Lula chama inscritos no Enem de “soldados da democracia” e anuncia Pé-de-Meia universitário
Presidente afirmou que exame mobiliza o país em defesa da educação. Mais de 5 milhões de pessoas estão inscritas na edição de 2026
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (8) que a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) representa uma luta pela educação e contra o retrocesso. A edição de 2026 tem mais de 5 milhões de inscritos e é aplicada em dois domingos, nos dias 8 e 15 de novembro.
Durante uma transmissão ao vivo feita no centro de monitoramento do exame, na sede do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília, Lula destacou a importância da prova e desejou tranquilidade aos participantes.
“Nós aqui estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso, uma guerra pela educação, uma guerra que significa paz”, declarou.
O presidente chamou os candidatos de “soldados da democracia, soldados da paz, soldados do futuro” e pediu que enfrentassem a prova com confiança. “Cabeça erguida e muita tranquilidade”, afirmou.
Lula também relacionou a formação educacional à conquista de dignidade e respeito. Ao falar sobre o assunto, lembrou das dificuldades que enfrentou por não ter tido acesso à educação formal.
“Quem tem formação é tratado como se fosse gente, de forma respeitosa. Uma pessoa que não tem formação não é tratada com respeito. Eu já vivi isso na pele”, disse.
Torneiro mecânico de formação, Lula foi o primeiro presidente brasileiro a chegar ao cargo sem diploma universitário. Ao longo da carreira política, recebeu títulos de doutor honoris causa concedidos por diferentes universidades.
Pé-de-Meia universitário
Durante a transmissão, Lula voltou a anunciar o Pé-de-Meia Universitário, proposta apresentada durante a campanha presidencial de 2026. A iniciativa deverá seguir o modelo do atual Pé-de-Meia, programa que oferece incentivos financeiros a estudantes do ensino médio para estimular a permanência na escola.
O presidente não detalhou as regras nem informou uma data para a implementação da modalidade voltada ao ensino superior.
“Nenhum brasileiro ou brasileira vai ficar sem estudar porque não tem o que comer”, afirmou.
Enem mobiliza mais de 596 mil pessoas
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou a estrutura necessária para a aplicação do exame. Segundo ele, mais de 596 mil pessoas participam da operação, entre servidores federais, aplicadores, fiscais e funcionários dos Correios, responsáveis pela distribuição das provas.
A aplicação ocorre em mais de 184 mil salas, distribuídas por 1.901 municípios. A logística prevê a entrega dos cadernos de prova em todo o país na manhã de cada domingo de aplicação.
Barchini também afirmou que o Inep acompanha as condições climáticas. Candidatos que não conseguirem chegar ao local de prova por causa do mau tempo poderão solicitar uma nova aplicação, conforme as regras previstas no edital.
O ministro lembrou ainda que a nota do Enem pode ser utilizada em diferentes processos de acesso ao ensino superior. Além das seleções para universidades públicas, os participantes podem concorrer a bolsas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
“Toda universidade de alguma forma adota esse exame”, declarou.
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