Veja quem são os famosos que ficaram de fora do Congresso e das Assembleias nas eleições de 2026
Influenciadores, artistas, ex-atletas, apresentadores e personalidades da televisão tentaram conquistar uma vaga no Legislativo, mas não conseguiram votação suficiente
As eleições de 2026 levaram uma série de nomes conhecidos do público para as urnas. Influenciadores digitais, artistas, apresentadores, ex-atletas e personalidades que já tiveram destaque na televisão disputaram vagas na Câmara dos Deputados, no Senado e nas Assembleias Legislativas, mas não conseguiram votos suficientes para garantir um mandato.
Entre os nomes que ficaram de fora estão o humorista Tiririca, a cantora Inês Brasil, o apresentador Datena, a ex-Paquita Andrea Sorvetão, o cantor Netinho de Paula e o ex-jogador Luis Fabiano.
Em São Paulo, Tiririca, que entrou na política em 2010 e chegou a ser um dos deputados federais mais votados do país, tentou conquistar o quinto mandato consecutivo. O humorista recebeu 5.523 votos e não conseguiu se eleger.
Também em São Paulo, o apresentador e jornalista Datena, candidato pelo PSB a deputado federal, obteve 51.078 votos. A apresentadora Silvia Abravanel, filha de Silvio Santos, estreou nas urnas com 22.472 votos pelo PSD. Rachel Sheherazade, também candidata a deputada federal pelo PSD, somou 22.453 votos.
O ex-BBB Adrilles Jorge, que foi eleito vereador de São Paulo em 2024, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e recebeu 10.371 votos. O apresentador Geraldo Luís teve 10.176 votos pelo Avante, enquanto o cantor MC Gui somou 7.378 votos pelo PSD.
O cantor Manoel Gomes, conhecido pelo sucesso viral “Caneta Azul”, recebeu 7.239 votos pelo Avante. O ator Lucas Penteado, ex-participante do Big Brother Brasil, teve 3.448 votos pelo PT. Já a bailarina e apresentadora Carla Prata obteve 409 votos na disputa por uma vaga de deputada estadual pelo União.
Entre os candidatos conhecidos do
público também estava o ex-jogador Luis Fabiano. Candidato a deputado federal pelo MDB, ele recebeu 9.613 votos. O ex-atacante Edmundo, ídolo do Vasco e com passagens por Palmeiras e Seleção Brasileira, disputou uma vaga na Câmara pelo PSDB do Rio de Janeiro e recebeu 35.725 votos.
No Rio de Janeiro, a influenciadora Sarah Poncio, que já ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa, tentou chegar à Câmara dos Deputados pelo Solidariedade. Ela recebeu 20.474 votos e ficou como suplente. Antônia Fontenelle, candidata pelo PSDB, teve 3.873 votos.
A ex-Paquita Andrea Sorvetão, candidata a deputada federal pela Democracia Cristã, recebeu 2.529 votos. O ex-dirigente do Flamengo Marcos Braz, que havia assumido o mandato de deputado federal em maio de 2026, tentou permanecer na Câmara pelo PSDB e recebeu 18.305 votos.
A cantora e personalidade da internet Inês Brasil fez sua estreia eleitoral em 2026. Candidata a deputada estadual pelo PSB, recebeu 3.145 votos e ficou como suplente.
No Amazonas, a apresentadora Vivian Amorim, vice-campeã do BBB 17, disputou uma vaga de deputada estadual pelo União Brasil e obteve 10.807 votos.
No Rio Grande do Sul, o ex-BBB Matteus Amaral concorreu a deputado federal pelo PP. Ele recebeu 51.437 votos, mas terminou como suplente.
No Piauí, a judoca Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB. Ela recebeu 10.516 votos e também ficou como suplente.
No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila do Vôlei não conseguiu a reeleição ao Senado. Candidata pelo PDT, terminou em terceiro lugar, com 686.340 votos, equivalentes a 21,25% dos votos válidos. As 2 vagas em disputa ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.
No Tocantins, o ex-técnico da Seleção Brasileira Vanderlei Luxemburgo disputou pela primeira vez uma eleição. Candidato ao Senado pelo Podemos, recebeu 67.987 votos, correspondentes a 4,11% dos votos válidos, e não foi eleito.
Outro nome conhecido que ficou fora do Legislativo foi Marquito, humorista do Programa do Ratinho. Candidato a deputado estadual pelo PSD em São Paulo, recebeu 1.596 votos.
A lista mostra que a popularidade construída na televisão, no esporte, na música ou nas redes sociais não garantiu, por si só, uma vaga no Legislativo. Apesar de alguns candidatos terem alcançado dezenas de milhares de votos, eles não conseguiram superar os critérios eleitorais necessários para conquistar uma cadeira.
Foto: Divulgação
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