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Maestro da Orquestra Sinfônica do Paraná, Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos

Regente titular e diretor musical da OSP desde 2022 estava internado em São Paulo para tratar um câncer; última apresentação ocorreu em julho, em Londrina.

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo
Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo — Crédito: Klinsman Santana/Divulgação

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O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado (3), em São Paulo, aos 72 anos. O regente estava internado na capital paulista para tratar um câncer.

Desde 2022, Tibiriçá era o regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), ligada ao Centro Cultural Teatro Guaíra. A instituição lamentou a morte do maestro e destacou o legado deixado pelo artista.

O diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, também homenageou Tibiriçá nas redes sociais.

“Perdemos um grande maestro, mas seu legado permanecerá vivo em cada músico, em cada concerto e em cada pessoa que foi tocada por sua música.”

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira também lamentou a morte. O velório será realizado em São Paulo, em local que ainda será divulgado.

Última apresentação foi no Paraná

A última apresentação de Roberto Tibiriçá ocorreu em 16 de julho, em Londrina. Na ocasião, ele esteve à frente da Orquestra Sinfônica do Paraná durante uma apresentação do projeto Guaíra para Todos.

Mais de quatro décadas de carreira

Tibiriçá iniciou a carreira erudita como pianista, aos 8 anos. Mais tarde, estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou durante 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Ao longo de mais de 40 anos de carreira, o maestro comandou algumas das principais orquestras do Brasil e também trabalhou no exterior. Entre 1984 e 1985, foi regente assistente do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, Portugal.

No Brasil, Tibiriçá regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Sinfônica Petrobras Pró-Música e a Sinfônica Heliópolis. Também dirigiu as orquestras sinfônicas de Campinas, São Bernardo do Campo e Minas Gerais.

O maestro ainda teve atuação na área de gravações de música clássica. Entre os trabalhos, está o LP da pianista Guiomar Novaes dedicado exclusivamente a músicas brasileiras, gravado no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Em 1997, Tibiriçá participou do Projeto Aquarius durante a Missa Campal celebrada pelo papa João Paulo II no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O evento reuniu um público estimado em cerca de 2 milhões de pessoas.

No fim dos anos 1980, ele também fundou, em São Paulo, a Orquestra Nova Filarmonia, que acompanhou, entre outros artistas, o tenor italiano Luciano Pavarotti.

Em 1995, Roberto Tibiriçá foi eleito Músico do Ano pela crítica especializada do Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio Estácio de Sá, concedido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, pelo trabalho desenvolvido com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

Entre 2000 e 2003, ocupou o cargo de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Petrobras Pró-Música. Em 2003, tornou-se titular da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música. Desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.

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