FPA amplia presença no Congresso com 200 parlamentares eleitos ou reeleitos
Bancada ligada ao setor agropecuário terá 176 deputados reeleitos e 17 integrantes da Câmara eleitos para o Senado; entidade aponta fortalecimento da atuação no Legislativo
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encerrou o primeiro turno das eleições de 2026 com 200 integrantes eleitos ou reeleitos para cargos no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, 176 dos 299 integrantes da bancada foram reeleitos. No Senado, seis dos 48 membros foram reconduzidos ao cargo, enquanto outros 17 parlamentares que já estavam na Casa cumprem mandato.
A composição também foi alterada pela migração entre as duas Casas. Ao todo, 17 deputados federais integrantes da FPA foram eleitos senadores, enquanto um senador da bancada foi eleito para a Câmara. Segundo a entidade, o resultado deverá manter uma presença expressiva de parlamentares ligados ao setor agropecuário na próxima legislatura.
Entre os deputados eleitos para o Senado estão Alexandre Guimarães (MDB-TO), André Fufuca (PP-MA), Arthur Lira (PP-AL), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Carol de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Evair de Melo (Republicanos-ES), Fernando Máximo (PL-RO), Filipe Barros (PL-PR), Guilherme Derrite (PP-SP), Gustavo Gayer (PL-GO), Júlio César (PSD-PI), Marcel van Hattem (Novo-RS), Nicoletti (PL-RR), Sanderson (PL-RS) e Zé Medeiros (PL-MT).
Além da renovação no Congresso, integrantes da FPA foram eleitos governadores em Minas Gerais, Paraná, Rondônia e Rio Grande do Sul. Em Tocantins, dois parlamentares ligados à bancada avançaram para o segundo turno. No Acre, outro integrante da FPA também permaneceu na disputa pelo governo estadual.
Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), o resultado eleitoral amplia o espaço político da bancada, especialmente no Senado. Em entrevista ao programa CNN Agro News, ele afirmou que a frente saiu fortalecida das eleições e deverá manter uma atuação concentrada nas pautas do setor.
Endividamento rural e Plano Safra
Entre os principais temas que devem permanecer na agenda da FPA está o endividamento dos produtores rurais e as dificuldades de acesso ao crédito. Lupion defendeu que essas questões continuem entre as prioridades de negociação com o próximo governo.
A renegociação das dívidas rurais é uma das principais pautas da bancada. Em setembro, a FPA criticou o relatório da Medida Provisória 1.376/2026, que trata da repactuação de débitos, apontando dificuldades relacionadas à comprovação de perdas, juros, limites de crédito, exigências bancárias e garantias.
Outro foco da próxima legislatura deverá ser o Plano Safra. Segundo Lupion, a FPA pretende discutir uma estrutura plurianual para o programa, com maior previsibilidade orçamentária e mudanças nas fontes de financiamento do setor.
A entidade também defende que o Plano Safra tenha menor dependência das decisões de cada governo e maior previsibilidade para produtores e agentes financeiros. A pauta se soma a outras medidas defendidas pela bancada, como o fortalecimento do Seguro Rural. Em setembro, uma nova legislação sobre o seguro foi sancionada, após tramitação que teve participação de integrantes da FPA no Congresso.
Com a nova composição definida nas urnas para a Câmara e o Senado, a FPA deverá concentrar sua atuação na próxima legislatura em temas relacionados ao crédito, endividamento, financiamento da produção e políticas de proteção ao produtor rural.
Foto: Divulgação
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