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Espanha mantém buscas por sobreviventes após acidente com trens

Resgate chega ao segundo dia com 69 mortos e 57 feridos ainda hospitalizados; equipes usam cães, guindastes e drones entre os destroços

Gabriel Porta · · 3 min de leitura
Espanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventes
Espanha: equipes fazem buscas na esperança de encontrar sobreviventes — Crédito: Reprodução / Redes Sociais

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As equipes de resgate continuam nesta quinta-feira (29) as buscas por sobreviventes entre os destroços de dois trens de alta velocidade que se envolveram em um grave acidente na Espanha. O número de mortos chegou a 69, segundo as autoridades regionais, e 57 feridos permanecem hospitalizados.

Durante a madrugada, guindastes foram usados para retirar partes dos vagões destruídos na área rural da província de Toledo, na região central do país. Restos mortais foram encontrados durante os trabalhos.

Mesmo com o avanço da operação, as equipes ainda não descartam a possibilidade de encontrar outras vítimas presas nos vagões retorcidos.

“As equipes de resgate ainda estão trabalhando com muito cuidado, pois ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços”, afirmou Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castela-La Mancha, à TVE.

Uma unidade especializada com cães também foi mobilizada para procurar possíveis vítimas entre os destroços.

O governador regional, Emiliano Garcia-Page, confirmou a atualização para 69 mortos e informou que as buscas continuam principalmente em um dos vagões, que ainda permanecia tombado.

“Não acreditamos que possa haver mais vítimas sob esse vagão, mas digo isso com cautela”, afirmou.

Mais de 800 agentes participam do resgate

A dimensão da operação mobilizou mais de 800 militares e policiais, segundo o Ministério do Interior da Espanha. A estrutura inclui mais de 200 veículos, três helicópteros, um posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães de busca.

O acidente ocorreu na quarta-feira (28) e provocou uma das maiores operações de emergência ferroviária recentes no país.

Com o início da investigação, um juiz em Toledo determinou a criação de uma área de exclusão de 2 quilômetros em cada direção ao longo da linha de alta velocidade Madri-Sevilha.

A entrada no local foi restrita a equipes de emergência, segurança, assistência médica e autoridades judiciais.

Maquinistas mantêm greve por segurança

Enquanto os trabalhos de resgate prosseguem, maquinistas espanhóis mantêm uma greve que já estava programada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária.

O acidente aconteceu um dia depois do choque entre os trens e também reacendeu preocupações sobre a segurança da linha. Em janeiro, outro acidente havia envolvido as mesmas empresas ferroviárias e a mesma rota.

O desastre também teve impacto na política espanhola. A eleição antecipada marcada para 29 de novembro foi afetada pela tragédia, e os líderes dos dois principais partidos do país suspenderam eventos de campanha.

O governo espanhol decretou três dias de luto nacional pelas vítimas.

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